Terca-Feira, 23 de Julho de 2019

Presos do PCC ameaçados são transferidos da cadeia de Pontes e Lacerda




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Três homens integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram transferidos do Centro de Detenção Provisória de Pontes e Lacerda (distante cerca de 440 quilômetros de Cuiabá) para a Cadeia Publica de Cáceres no sábado (28). O motivo seriam ameaças de morte feitas por integrantes do Comando Vermelho.

Um princípio de rebelião teria ocorrido em Pontes e Lacerda, mas o diretor da unidade prisional de Cáceres, Revétrio Francisco da Silva, disse que tudo sempre esteve sob controle e é praticamente impossível acontecer na cidade o que aconteceu nos presídios de Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Natal (RN).

“Aqui em Mato Grosso eles [integrantes das facções PCC e CV] nunca ficaram juntos. Quando chegam às cadeias, já avisam que são de facção. Então é muito difícil cumprirem essas ameaças em Mato Grosso, pois todos ficam separados em celas e alas”, disse o diretor, por telefone ao Diário.

Ainda assim, como ocorre na capital, sempre que alguma ameaça chega ao conhecimento dos agentes penitenciários, a transferência é imediatamente realizada. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), responsável pela gestão do sistema penitenciário no Estado, bem como a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) confirmam esse procedimento.

Mas o clima tenso permanece, de acordo com agentes prisionais, e o alerta vermelho segue ligado, conforme a Sesp e Sejudh. No caso que acabou gerando a mais recente transferência, tudo “correu bem” nas palavras de Revétrio Silva, mas as forças de segurança um confronto entre membros do CV e PCC após um desentendimento na sexta-feira (27).

Segundo, Revétrio Francisco da Silva, diretor da cadeia de Cáceres, os presos do Comando Vermelho ameaçavam invadir as celas para executar os líderes do PCC. “As forças de segurança agiram rápido e impediram o motim”, admite.

O diretor afirmou que na cadeia de Cáceres há 100 presos ligados ao Comando Vermelho e 30 ao PCC, separados por celas distantes para manter as coisas sob controle.

Revétrio afirmou ainda que o cuidado é constante para evitar o contato entre eles, com horários divergentes de banho de sol. “Também temos o Grupo de Intervenção Rápido (GIR) formado por agentes especializados, armados, prontos a conter qualquer ocorrência mais grave”, continuou.

Ele explicou ainda que a segurança vem sendo reforçada por equipamentos tecnológicos, com reativação das câmeras de monitoramento na área externa e também dentro da cadeia. Elas estão instaladas há cinco anos, mas estavam inativas devido à falta de manutenção, segundo informou o diretor da unidade.

Porém tudo está sob controle, garante. “Desentendimentos entre alguns presos existem diariamente. Ainda mais em uma cadeia superlotada como a nossa, com mais de 500 reeducandos”, encerra. 

 


Autor:Rodivaldo Ribeiro - DiáriodeCuiabá


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