Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2020

Fontes dizem que Trump vai reconhecer Jerusalém como capital de Israel




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O presidente dos EUA, Donald Trump, comunicou nesta terça-feira ao líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e ao rei da Jordânia, Abdullah II, sua intenção de transferir a embaixada americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Segundo fontes do governo americano, o presidente deve reconhecer nesta quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, ordenando a funcionários que comecem a planejar a mudança da representação diplomática - o que só se concretizaria daqui a seis meses. A medida frustraria o sonho palestino de ver a cidade como capital de um futuro Estado e promete acirrar os ânimos na região: facções palestinas já convocaram "três dias de cólera" em reação.

As conversas por telefone, embora confirmadas por autoridades palestinas e jordanianas, não foram comentadas pela Casa Branca, que prometeu um pronunciamento para amanhã. A decisão já teria sido tomada por Washington, apesar da preocupação internacional crescente diante da possibilidade de que a medida prejudique ainda mais as negociações de paz na região. Durante a conversa, tanto Abbas quanto Abdullah advertiram Trump sobre as perigosas consequências da decisão sobre o processo de paz, a segurança e a estabilidade na região.

Facções palestinas na Cisjordânia convocaram nesta terça-feira três dias de protestos contra a possível decisão de Trump de transferir sua representação diplomática de Tel Aviv para Jerusalém. As manifestações começarão na quarta-feira e durarão pelo menos até a sexta-feira e estão sendo apoiadas pela ANP, segundo líderes palestinos.

Os Estados Unidos pediram nesta terça-feira a seus funcionários que evitem ir à Cidade Velha de Jerusalém por causa das manifestações, segundo o Departamento de Estado. Os americanos também devem evitar a Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel e próximo a Jerusalém, acrescentou o governo. Apenas deslocamentos oficiais essenciais, seguidos de medidas de segurança suplementares, são autorizados.

O prazo para decidir se iria transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém venceu na última segunda-feira. O presidente poderia, então, assinar ou não uma dispensa que adiaria por mais seis meses a transferência da representação diplomática, como tem feito todo presidente dos EUA desde que o Congresso aprovou uma lei sobre a questão em 1995. A mudança por si só já representaria um reconhecimento americano de que a cidade sagrada é a capital de Israel. Isso reverteria 70 anos de consenso internacional, o que muitos indicam que atrapalharia o processo de paz.

Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, o Exército de Israel, tomou quase 6 mil quilômetros quadrados da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e de mais de 20 aldeias no leste da cidade. As forças governamentais israelenses também conquistaram as Colinas de Golã da Síria, e o Monte Sinai e a Faixa de Gaza do Egito. Hoje, o governo israelense reclama toda Jerusalém como sua capital indivisível, enquanto os palestinos pedem que a porção oriental da cidade seja a capital do seu desejado Estado.

 


Autor: Redação AMZ Noticias


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