Domingo, 16 de Junho de 2019

Profissionais paraenses de saúde alertam sobre os graves riscos de se fazer automedicação




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O hábito de tomar remédios por conta própria, sem a orientação de um profissional, pode ocasionar riscos para a saúde. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% das internações hospitalares são causadas por mau uso de medicamentos.

Seja para tratar uma dor muscular, de cabeça ou para aliviar os sintomas de um resfriado, a automedicação nunca é indicada. Somente um profissional da saúde, que tem completo conhecimento sobre medicamentos, é quem deve prescrever e ditar horários certos. Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia, por meio do Instituto Datafolha, revelou que 77% dos brasileiros se automedicam.

A pesquisa também mostrou quais foram os medicamentos mais utilizados pelos brasileiros nos últimos seis meses. Um dado que chama a atenção é o consumo de antibióticos, ingerido por 42% dos entrevistados. O percentual é superado apenas pelo uso de analgésicos e antitérmicos, que 50% das pessoas declararam tomar.

O médico Diego Góes, do Hospital Regional do Sudeste do Pará, unidade pública de saúde gerenciada pela Pró-Saúde, explica que, mesmo antes do boom da indústria farmacêutica na década de 90, o nortista já tinha o hábito de se automedicar.

"Até a década de 80, era difícil o acesso a médicos hospitalares na região Norte do país. Então, muitas pessoas foram acostumadas a usar medicações fitoterápicas, como os chás, sem qualquer indicação profissional. Hoje, infelizmente, muitas farmácias vendem produtos sem exigir prescrição médica e há pessoas que têm em casa medicamentos de uso restrito hospitalar", comenta.

Outra pesquisa sobre o assunto, realizada em 2018, pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), coloca o Pará com uma das maiores médias entre os entrevistados que admitiram tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica, com um índice de quase 80%. Foram consultadas 2.126 pessoas, em 129 municípios das cinco regiões do País.

A coordenadora farmacêutica no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, Daisy Esther, faz um alerta sobre os riscos. “A automedicação repercute negativamente no estado de saúde das pessoas, uma vez que, sem a orientação do profissional, o medicamento é consumido sem a certeza do problema de saúde que apresentam”, destaca.


Autor:AMZ Noticias com Kennya Corrêa


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