Quatro ônibus e diversos veículos saíram da gleba Suiá Missú com destino a Capital federal Brasília para manifestar na frente ao Supremo Tribunal Federal contra o despejo de mais de 7 mil pessoas que moraram na área que foi demarcada como reserva indígena Marãiwatsédé.
No comboio vão cerca de 400 pessoas que irão se juntar com um grupo de aproximadamente 200 mulheres que também são da área algo de litígio que estão na capital do pais desde da semana passada em manifestações contra a desocupação.
A desocupação foi acatada pela Justiça após uma luta de 8 anos nos tribunais com argumento que estudos antropólogos da FUNAI atestam que aquela área pertencia anteriormente aos índios. Os posseiros, por sua vez, alegam que área pertencia ao Vaticano e foi doada aos sem-terra na década de 90.
Desde a última sexta-feira (26.10), além da polícia militar e rodoviária federal, o exército brasileiro ocupa a área a fim de cumprir a determinação judicial de despejo, no entanto, enquanto parlamentares de Mato Grosso buscam resolver o impasse em Brasília, o exército ficará acampado na gleba Suiá-Missú visando garantir a ordem e a segurança na região.