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10/04/2022 - 07:15:00
Polícia do Tocantins faz simulação para comprovar morte de funcionário de restaurante pelo próprio patrão

Uma reprodução simulada do assassinato de Rogério Gomes Luzivotto, de 41 anos, foi realizada pela Polícia Civil na zona rural de Paraíso do Tocantins, na região central do estado.

A vítima teria sido morta no mesmo dia em que foi demitida do restaurante que trabalhava, após uma discussão o dono do estabelecimento, ainda em 2019. O próprio patrão e um colega de trabalho da vítima foram presos suspeitos do crime.

A reprodução simulada contou com a presença dos dois investigados, que não tiveram os nomes divulgados. Segundo a polícia, os procedimentos foram necessários para tirar dúvidas sobre a dinâmica do assassinato, pois os investigados contaram versões diferentes. A Polícia Civil também apura a participação de um terceiro envolvido.

“Apesar de somente um dos autores ter confessado a prática do crime, todos os elementos colhidos hoje durante a reprodução simulada apontam para a efetiva participação ativa do dono do restaurante em todos os atos que levaram à morte da vítima”, disse o delegado Antônio Onofre.

O assassinato aconteceu em 2019 e inicialmente a vítima foi dada como desaparecida. O crime só começou a ser desvendado depois que a ossada da vítima foi localizada há algumas semanas na zona rural da cidade.

A simulação foi realizada nesta sexta-feira (8) pelo Núcleo de Criminalística de Paraíso e contou com participação de policiais civis da 6ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (6ª DEIC) e da 6ª Delegacia de Atendimento à Mulher, ambas de Paraíso.

Os trabalhos foram iniciados no local onde funcionava o restaurante, a cerca de 10 quilômetros de Paraíso, na rodovia que liga a cidade ao município de Monte Santo.

A simulação durou aproximadamente cinco horas e os dois suspeitos forneceram detalhes de como os fatos ocorreram. Segundo a polícia, inicialmente Rogério Gomes foi atingido por um golpe de barra de ferro na cabeça, após uma discussão com o patrão no restaurante.

Ele ficou inconsciente, teve o corpo colocado na carroceria de uma camionete e foi levado até uma área de mata a cerca de 10 quilômetros do local de trabalho. Durante esse trajeto a vítima estaria viva, se contorcendo de dor e clamando por ajuda. Conforme a polícia, antes de ter o corpo coberto por folhas, a vítima teve a cabeça esmagada com uma pedra.

As investigações da 6ª DEIC apontaram que na noite do crime os autores voltaram ao local da desova, colocaram vários pneus por cima e atearam fogo. A simulação também serviu para confrontar versões apresentadas por duas testemunhas com as alegações dos suspeitos, provas e laudos colhidos na investigação.

“Com a realização da perícia foi possível esclarecer todas as dúvidas que ainda restavam sobre os momentos e posições em que se encontravam todos os envolvidos na suposta briga que teria dado origem à prática do homicídio”, disse o delegado.

A investigação está na fase final e os dois principais suspeitos devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, podendo pegar uma pena superior a 30 anos. Uma terceira pessoa é investigada por supostamente ajudar a esconder o corpo.

Fonte: Redação AMZ Noticias
 
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