"Tomo remédio controlado e todos os meses eu tenho que abrir mão de comprar remédios para mim e para meu filho porque o dinheiro não dá. E além do aluguel tem que pagar água, luz, alimentação. É uma vida muito difícil", conta Maria Ivanilde.
O reajuste que ocorre anualmente, geralmente no mês em que o contrato foi assinado entre locatário e locador. Para determinar o valor a ser reajustado, quem aluga um imóvel deve levar em consideração os índices de preço ao consumidor IPCA ou IPCM.
E mesmo com o aumento registrado em junho, o mercado segue aquecido, com muita procura por imóveis disponíveis para aluguel. Conforme a presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do estado, Luana Noleto, faltam casas ou apartamentos para os interessados. "É a lei da oferta e procura. Quanto menos oferta a gente tem, maior vai ser a procura e isso dificulta, gerando um aumento", diz.
O conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) Palmiro Viana, explica que o cálculo é feito com base na somatória dos últimos 12 meses e que, com o retorno de aulas presenciais e chegada de estudantes que procuram por imóveis para alugar na capital, isso também afeta os preços, causando o aumento. Para tentar evitar ter contratos reajustados anualmente, uma das saídas é negociar o tempo do contrato. "A dica é que as pessoas façam contratos menores. Se as coisas apertarem, você pode mudar", orienta o economista Pedro Henrique Furtado.