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01/06/2024 - 10:33:00
Senador Zequinha Marinho teme desemprego em massa caso minas da Vale no Sudeste do Pará sigam interditadas

Funcionários da mina de cobre do Sossego, em Canaã dos Carajás, serão colocados em férias coletivas pela empresa Salobo Metais, subsidiária da Vale S/A, a partir do dia 13 de junho.

A medida de contingência é consequência da interdição provocada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), que cassou a Licença de Operação (LO) da mina. No mês passado, os trabalhadores de outra mina, a Onça Puma, também ligada à Vale, foram postos em férias coletivas. O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), comentou a decisão com preocupação.

O problema envolvendo o processo de licenciamento das duas minas no Pará foi tratado pelo senador paraense, durante a sessão do Senado Federal na quarta-feira (29). “No meio desse impasse, estão cerca de 8 mil famílias de trabalhadores diretos e indiretos, que dependem da retomada das minas para poder levar suas vidas em paz e com tranquilidade”, disse.

Tanto a mina de Sossego quanto a mina da Onça Puma, em Ourilândia do Norte, pertencem a Vale Base Metals (VBM), subsidiária que a mineradora criou em 2023 para tratar dos negócios relacionados às matérias-primas demandadas pela indústria na produção de bens necessários para a transição energética, como baterias para carros elétricos, dentre outros produtos cuja matéria-prima são os chamados metais básicos.

De acordo com o presidente do Sindicato Metabase Carajás, Raimundo Nonato, mais conhecido como Macarrão, é alto o nível de preocupação que ronda os trabalhadores dos dois projetos mineradores e seus familiares. “Todos temem o fantasma do desemprego”, relatou o líder sindicalista.

Em seu pronunciamento, o senador Zequinha pediu que o Governo do Pará atue com sensibilidade, de forma a preservar os empregos formais. “Para um estado, como é o caso do Pará, onde a informalidade no mercado de trabalho é altíssima, chegando a quase 60% dos trabalhadores ativos, é muito importante buscar medidas que protejam os empregos com carteira assinada”, defendeu.

Na última segunda-feira (27), foi realizada uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, as partes não chegaram a um acordo. O Governo do Pará tem alegado que a Vale não cumpriu algumas condicionantes. Por outro lado, a mineradora afirma que está seguindo com todas suas obrigações.

Diante do impasse, o caso chegou ao STF após a mineradora entrar com ação no Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) para reverter os efeitos da suspensão da LO. O juiz da Vara de Ourilândia do Norte chegou a deferir liminar para restabelecer a autorização da licença, mas o governo estadual recorreu ao TJ-PA e obteve a suspensão da decisão em primeira instância.

Fonte: AMZ Notícias com Zé Dudu
 
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