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Artigo
16/06/2016 - 23:03:32
Autor: Louremberg Alves
 
Dilma quer quebrar a resistência e atraí-la a votar contra o impeachment

O processo de impeachment não é um confronto político entre a presidente e o vice-presidente. Jamais foi. Nem aqui, e em nenhum lugar do mundo.

Isto, porém, não pode, nem deve servir de redoma para encobrir a queda de braços existente no país, envolvendo a titular-afastada e o substituto-chefe do governo interino.

Este, aliás, baixou uma série de restrições àquela, e uma delas é o de se valer da aeronave da FAB apenas para viagens de Brasília para Porto Alegre, e deste para a Capital federal.

A petista, claro, se rebelou, e sem conseguir mudar tal situação, pois não mais tem em suas mãos o controle das decisões. E, então, resolveu continuar fazendo viagens para outras paragens brasileiras em voos comerciais, com o discurso de vítima reforçado, e fazendo promessas.

Ainda que destituído de substância, mesmo fazendo-se uso das redes sociais para fazer críticas ao governo Temer.

Um Governo, cuja avaliação está muitíssimo longe de ser satisfatória. O que fica evidente nas pesquisas de opinião publicadas, a exemplo da mais recente, realizada pela CNT/MDA: 11,3% positivo, 30,2 regular e 28,0% negativo.

É muito alto o índice percentual de desaprovação.

E esta desaprovação tende a crescer diante do banquete patrocinado pelo governo e aprovado pela Câmara Federal, com bondades de aumentos que se estendem dos ministros do STF (e, por efeito dominó, alcançam outras esferas e outros poderes) até as mais variadas carreiras do funcionalismo federal.

Isto em um cenário de crise econômica que atinge o Executivo, empresas públicas e privadas e os brasileiros.

Crise econômica que tem como protagonista os governos petistas. E destes também fizeram parte diretamente os peemedebistas, em especial o Michel Temer na condição de vice-presidente, eleito e reeleito com a presidente Dilma Rousseff.

A presidente afastada, pelo seu turno, resolveu preparar uma carta de compromissos para o seu ‘novo‘ governo, caso consiga reverter o processo de impeachment no Senado. Essa carta, na verdade, é uma reivindicação de alguns movimentos sociais ligados ao PT e ao Lula da Silva.

Dizem que tal carta - uma imitação da chamada carta ao povo brasileiro - iria garantir a manutenção dos programas sociais e geração de empregos, compromisso com a montagem de um ministério de notáveis.

O objetivo da presidente afastada, bem como do grupo que a apoia, é quebrar a resistência de setores da esquerda que defendem a realização de novas eleições presidenciais, e atraí-los a votarem contra o impeachment.

Tarefa, contudo, nada fácil. Ainda que se tenha a ‘promessa’ da petista, se voltasse ao poder, de convocar o plebiscito para que a população decida se quer ou não novas eleições presidenciais (será mesmo?).

Não é fácil a reversão do processo de impeachment, a despeito da péssima gestão do presidente interino, e de sua dificuldade em se aproximar da sociedade.

Igualmente se deve dizer com relação à montagem de um ministério de notáveis, que também é uma das promessas da petista.

A não ser que se queiram chamar de notáveis o ministério da Dilma e o do Temer - os quais, claro, estão muitíssimo longe de tal classificação.

É isto.

*Louremberg Alves é professor universitário e analista político em Cuiabá

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