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Artigo
07/09/2016 - 04:59:56
Autor: Onofre Ribeiro
 
Pragmatismo mundial

Os efeitos da queda da presidente Dilma Rousseff serão de natureza política, mas fundamentalmente de natureza econômica. Volto no tempo. Em 2014, na segunda metade do mês de setembro participei em Minas Gerais de um seminário da Fundação Dom Cabral sobre os macrodesafios brasileiros.

Duas conclusões tiradas ao longo de três dias para uma platéia de 800 empresários brasileiros.

1- se reeleita, Dilma Rousseff seria a pior opção para o país, porque ele tem imensas dificuldades pra se reciclar.

2- reeleita os investidores internos e externos não teriam confiança nas garantias jurídicas brasileiras porque ela sistematicamente desmantelou os fundamentos da macroeconomia no país.

Volto ao seminário. Um dos palestrantes disse que em virtude da grande crise financeira mundial de 2008, o mundo tem hoje montanhas de dinheiro pra investimentos represados em busca de aplicação. Mas requerem ambiente bom de negócios e garantias jurídicas.

O Brasil perdeu tudo isso e mais ainda a credibilidade das agências mundiais de risco. A tese defendida pelos palestrantes é a de que nos próximos 50 anos o Brasil será o país preferencial desses investimentos nas áreas de infraestrutura, compreendida como rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos, além das áreas minerais e de investimentos nas áreas da sustentabilidade ambiental.

A reeleição da presidente Dilma Rousseff e a manutenção da esquerda no poder, com sonhos desvairados de utopias românticas, barraria e de fato barraram o protagonismo brasileiro frente ao mundo nesses últimos 9 anos depois da crise mundial.

No caso de Mato Grosso, o ambiente de negócios é extremamente promissor, mas sofre as conseqüências desse ambiente nacional esquerdista refratário ao capital internacional.

Desde que haja gestões eficientes, capital nenhum destrói economias regionais, porque seria a sua própria destruição. O afastamento de Dilma Rousseff abre uma brecha de respiração na economia brasileira.

Para Mato Grosso abrem-se grandes cenários de investimentos na infraestrutura de transportes para escoamento da produção. E também para agregação de valor industrial á atual produção primária exportadora mato-grossense.

Muito mais do que uma simples substituição de pessoas na presidência do país.

 

*Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

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