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Artigo
21/09/2017 - 21:40:49
Autor: Heitor Santana
 
Liberdade não é via de mão única

Após o cancelamento da exposição do “Queermuseu”, e mais recente aqui em Cuiabá, a retirada de quadros com imagens pornográficas de outra exposição, surgiu por toda a internet mais uma discussão sem fim.

Dessa vez, houve uma tentativa de polemizar a questão, forçando um debate sobre liberdade de expressão e censura. Esse debate não faz sentido algum.          

Simplificando os acontecimentos. O banco financiou uma exposição, vários indivíduos, incluindo correntistas do banco, não gostaram do conteúdo da exposição e a criticaram duramente, o banco pediu desculpas aos ofendidos e encerrou antecipadamente a exposição.        

Ou seja, o banco teve liberdade de expor, o público teve liberdade de criticar, o banco novamente teve liberdade de optar se encerrava ou não a exposição.

No caso do Shopping Pantanal, ocorreu o mesmo: quem realizou e quem encerrou a exposição após críticas de clientes foi o próprio shopping. Em ambos os processos, não há absolutamente nenhum momento de censura, existem apenas momentos plenos de liberdade de escolha.

Liberdade de expressão não pode ser manca, não pode ser entendida como via de mão única onde a opinião só pode ir, não pode voltar.

Liberdade de expressão garantida mesmo é onde você opina e alguém pode opinar em contrário, e geralmente o faz.

É via de mão dupla, vai e volta, e, nesse sentido, absolutamente tudo o que aconteceu no caso foi um exemplo do que é de fato liberdade de expressão na prática.

Se tudo no caso é exemplo do que é a liberdade de expressão, é óbvio também que a censura apontada por alguns jamais existiu.

Não foi nenhum dos críticos quem encerrou a exposição ou retirou quadros, como alguns querem fazer parecer, foi o próprio promotor da exposição quem encerrou por livre vontade, e o artista segue livre para expor em outros lugares, com outras entidades que promovem a cultura!

O Estado e seu aparato de força jamais foram acionados! O que houve foi uma exposição livre e uma crítica igualmente livre, seguida de uma decisão mais livre ainda. Boicote não é censura, crítica também não. 

PS: Se não gostou desse texto, nem de seu estilo, por favor, me boicote.

 

 

*Heitor Santana é coordenador do Movimento Brasil Livre em Mato Grosso 

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