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Artigo
21/04/2018 - 06:40:23
Autor: Roberto de Barros Freire
 
A inútil e cara intervenção federal no Rio

Após tanto tempo de intervenção militar-federal no Rio de Janeiro, o que se obteve? Aumento da criminalidade de todos os tipos. Mais mortos e mais roubos agora do que antes da entrada em cena dos militares.

Mataram inclusive uma vereadora e depois de mais de um mês, nada se sabe, não há sequer suspeitas. Roubou-se recentemente uma carga rastreada e a polícia (ou exército) não foi lá recuperar a mercadoria, mesmo sabendo onde se encontrava.

Para aqueles ingênuos que acreditam que os militares resolvem os problemas nacionais, que dão segurança, creio que se tem um exemplo categórico, que quando um problema é cívico e político os militares de nada servem e são muito caros.

Fariam melhor pelo Rio de Janeiro se colocassem esse mais de 1 bilhão que gastam com militares em escolas e postos de saúde.

Favelas precisam mais do que polícia ou militar, precisa de escola e posto de saúde, água e esgoto, que os ônibus possam circular sem serem incendiados e os carteiros não sejam assaltados.

Fundamentalmente, o Rio de Janeiro não merece um montão de gente armada (e despreparada) – polícia, bandido e agora também militares – tendo bala perdida para todo lugar, e matando inocente por todo lado: não há lugar seguro, ainda que blindado.

O Rio de Janeiro precisa de um pacto cívico e a sociedade civil carioca precisa decidir entre se irá buscar antes o útil que o honesto, entre o mais fácil do que o justo, entre o esforço de ser correto e a dificuldade de continuar em ser incorreto, na desonestidade.

É preciso que cada um com suas forças, ainda que pequenas, dê sua cota de si para todos e em comum busquem a satisfação própria, sem deixar insatisfeitos os demais.  

E esse é o momento apropriado, um ano eleitoral, quando é preciso procurar políticos honestos e só votar naqueles que não tem multa de trânsito, que tenha pago o IPTU, o IPVA, o imposto de renda, que não tenha dívidas no mercado, nem casos com a justiça ou investigações policiais.

Que tenhamos em mente o princípio democrático por excelência, que deve haver renovação constante nos quadros representativos e de poder, a rotatividade do poder político.

A política não é uma profissão – como a transformaram os políticos – e todos que mandam devem também obedecer e os que agora obedecem, podem algum dia mandar por algum tempo.

Para mudar a atual estrutura de poder político é preciso novas pessoas, sem os velhos vícios dos políticos atuais, o que exclui a parentada dos nossos políticos e seus protegidos, além deles próprios.

Uma renovação completa nos quadros políticos vai com certeza forçar o surgimento de um novo pacto em torno do bem comum, fazendo com que a política sirva aos nossos interesses ao invés de servirmos aos interesses dos políticos, como até o momento ocorre.

*Roberto de Barros Freire é professor do Departamento de Filosofia da UFMT

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