A chamada em questão causará: perplexidade, admiração, surpresa e espanto, por estarmos falando, de uma obviedade, algo que é corriqueiro em nosso cotidiano, e que deveria ser usado intensamente por todos nós.
Infelizmente, o mundo globalizado traz em seu bojo nuances que acabam colocando o “amor” em segundo ou terceiro plano; decorrente de um consumismo exacerbado, e de uma inversão de valores, que são claros e notórios em grande parte da população, que acaba se apegando a bens materiais, como se estes fossem, a razão do viver, através de uma visão estereotipada de mundo moderno.
Falar de amor para muitos pode parecer arcaico e démodé, pois vivem em um mundo movido pelo egoísmo, desamor, maldade em seus corações e por ai vai.
Eu, como convicto da importância do amor em nossas vidas, pois é ele que nos rege, e não necessariamente do amor de romance, podemos ser também preenchidos pelo amor entre amigos, família, amor pelos animais, pelo trabalho, lugares, coisas e momentos.
Com estar á beira de um rio, com águas fortes, caudalosas que passam a nossas vistas, e que não mais voltarão; assim como, muitos momentos sublimes em nossas vidas, não mais voltarão.
Como não falar de amor, quando no dia 31 de maio, celebra-se o Dia do Espírito Santo, conhecido também no culto católico, como Espírito Santo de Deus.
De acordo com a tradição cristã, esta data é celebrada cinquenta dias após a Páscoa, segundo Novo Testamento da Bíblia, foi nesse dia que o Espírito Santo, desceu do céu sob a forma de línguas de fogo para os apóstolos de Cristo.
Diante disso, neste momento importantíssimo com o advento do Espirito Santo em nossas vidas; que os corações duros e petrificados, marcados pela sede de vingança, por este ou aquele motivo, diante de situações corriqueiras que acontecem em nossas vidas, envolvendo: pais, mães, irmãos, filhos, amigos e por aí vai.
Nesse momento, de invocação do Espírito Santo em nossos corações, que possamos nos despir de todos os sentimentos terrenos, tendo como norteadores deste século: a vaidade, a soberba, o orgulho, o sentimento de superioridade, e nos curvemos diante das pessoas que supostamente nos magoaram nos ofenderam, principalmente em se tratando de familiares, e que possamos dizer a eles, te amo, ao pai, a mãe, aos irmãos, amigos enfim a todos que fazem parte do nosso cotidiano.
Sei que não é tarefa fácil, porém muitas pessoas vão para o túmulo sem perdoar, sem rever seus conceitos, levando consigo ódio e desamor, que irá fazer grande diferença, no momento do juízo final. Ame ao próximo como a si mesmo!
*Licio Antonio Malheiros é geógrafo