A automutilação é um transtorno que merece atenção especial, objetos simples de uso escolar como estiletes, lâminas de barbear ou apontadores têm sido utilizados por adolescentes para se automutilar, em regiões como pernas, braços e barriga.
Os motivos da ocorrência desse ato tão nocivo à boa saúde física e psicológica que acomete principalmente estudantes entre 12 e 17 anos variam entre raiva de si mesmo, tristeza com ou sem motivo e o fazem para aliviar a dor interior e a sensação de vazio, relaxar, e amenizar o sentimento de ausência dos pais, entre outros problemas.
O crescente número da ocorrência de tal prática deve-se à omissão e negligência principalmente dos pais no meio familiar, onde estes adolescentes passam a maior parte do tempo e ainda assim não é observado mudanças de comportamento.
Esta mudanças podem ser isolamento, uso de pulseirinhas, faixas, roupas de mangas longas e baixa da autoestima. Dados comprovam que na maioria das vezes é percebida apenas pelos educadores no cotidiano das escolas, sejam elas urbanas ou rurais.
Dessa forma, defende-se que o meio educacional deve proporcionar medidas interventivas para entender e ajudar os familiares e as vitimas de tal distúrbio a lidar com esse transtorno e resgatá-los de todo e qualquer sentimento que possa ser a fonte para a ocorrência desta prática tão perigosa.
*Neiva Coelho é graduada em Pedagogia com especialização em Coordenação Pedagógica pela UFMT