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Artigo
25/06/2018 - 13:17:22
Autor: Renato de Paiva Pereira
 
Discursos Políticos

Estamos no tempo de construção de discursos para convencer (enganar) o povo e conseguir aprovação, representada pelo voto, nas eleições de parlamentares e governantes que se aproximam.

O PSDB foi o primeiro e, por enquanto, o mais criativo, na preparação da isca adequada para atrair o cardume, coletivo que fica aqui no lugar de manada, por ser um pouco menos contundente.

Está buscando assinaturas entre os parlamentares para propor uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), que, se aprovada, reduzirá o número de Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais. Os Senadores serão 54, não os atuais 81.

Vinte e sete perderão o emprego, um para cada estado da Federação. Os deputados federais passarão de 5l3 para 395. Nessa proposta o número mínimo de deputados será de quatro nos estados menos populosas, e, no máximo, 65.

Tal medida também alcançaria as Assembleias Legislativas com uma redução de mais ou menos 20% no número de Deputados Estaduais: de 1059 para 804. Creio que seja possível incluir na proposta a oferta de um curso no SEBRAE para habilitar ao mercado de trabalho, esses 255 desempregados. Afinal, como vários deles nunca trabalharam não será fácil conseguir um emprego com carteira assinada.

Mas as promessas de bênçãos vão mais longe: cortando ainda mais nos próprios privilégios, vão propor uma emenda à LOA (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2019 para reduzir em 20% as despesas do Executivo, Legislativo, Judiciário e do Ministério público. Oh Glória!

Todavia tenho um reparo a fazer sobre o assunto: esqueceram-se dos vereadores, esses indispensáveis e abnegados representantes do povo, que poderiam ser reduzidos a um terço ou menos, sem nenhum prejuízo para os municípios.  

Não custa inserir na proposta, já que ela é fantasiosa mesmo, o corte total dos salários desses esforçados legisladores, copiando a Suécia onde se paga aos representantes do povo somente os dias gastos no serviço comunitário.

A população em geral, tirando os funcionários dos três poderes e do Ministério Público, por certo estaria de acordo com essa diminuição do tamanho do Estado e do número de representantes políticos.

Entretanto propostas como estas, mesmo sendo apresentadas em início de legislaturas, terminam tão desidratadas após as incontáveis alterações e enfadonhos discursos, que ficam irreconhecíveis no final. Seria um inacreditável desprendimento dos deputados se a proposta fosse pra valer.

Mas como outras tantas engabelações que temos visto, trata-se de um discurso de austeridade, pensado para ser usado pelos candidatos nas eleições de outubro.

Crer que os políticos, por sua livre iniciativa, vão mandar pra casa vinte por cento dos seus companheiros e ainda cortar um quinto das despesas de todos os Poderes é mais ingênuo que acreditar no Minhocão do Pari, versão Cuiabana do Monstro do Lago Ness.

*Renato de Paiva Pereira é empresário e escritor

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