O prefeito Roberto Farias (MDB) firmou o compromisso de doar um terreno para a construção de um centro socioeducativo de menores em Barra do Garças. Em reunião no gabinete da prefeitura, nesta segunda-feira (23), com representantes da Justiça do estado e local, o gestor ouviu sobre a necessidade de criação de uma unidade dessa natureza, no município. Além da função social de reinclusão de menores na sociedade, o centro também deve gerar empregos temporários e permanentes.
A demanda pela área chegou através da Procuradoria de Justiça de Mato Grosso, que se articulou para evitar que Barra do Garças ficassem sem o centro socioeducativo. “Nós participamos de uma audiência de mediação representando o Ministério Público, por determinação do nosso procurador geral, Mauro Curvo, e nessa reunião as cidades polos de Mato Grosso foram eleitas para receber um centro socioeducativo”, explica o procurador Paulo Prado.
Ele conta que pediu a suspensão da audiência, porque Barra do Garças ficou fora da lista de polos selecionados que ganharão a unidade. Receando que houvesse a alegação de que o município não apresenta uma área adequada para a construção do centro, uma equipe da procuradoria solicitou um terreno ao prefeito.
Ontem Roberto Farias se comprometeu a doar a área ao estado, com a finalidade de construir o centro. Agora ele irá submeter um projeto de lei à Câmara de Vereadores para regularizar a doação. A prefeitura ainda oferecerá serviço de terraplanagem, caso o terreno de dois hectares necessite.
“Vai gerar emprego na construção civil e na manutenção dessa edificação, para que nós possamos, como papel de fundo, resgatar vidas, resgatar esses jovens que, muitas vezes, foram vítimas da sociedade”, disse o prefeito à imprensa. Segundo a procuradoria, o prédio deve ocupar de 50 a 60 vagas de emprego. “Esse centro vai trazer 50 profissionais que vão morar nessa região, que vão trabalhar junto com essa comunidade”, destaca o procurador Prado.
Para o juiz da Vara da Infância e da Juventude de Barra do Garças, Michel Lofti Rocha da Silva, o centro integra positivamente a segurança do município e da região, que conta com uma unidade ainda pequena e desestruturada. “Hoje temos um socioeducativo bastante acanhado. O corpo profissional é ótimo, mas a área física é limitada e limita o trabalho que poderia ser feito de recuperação desses adolescentes.”
O procurador Geral de Justiça, Mauro Curvo, garante que não será por falta de terreno que o município ficará de fora, no seguimento da audiência, que ocorre no próximo dia 10 de agosto. Sobre a importância do centro socioeducativo, Curvo acredita que a sociedade precisa dar oportunidade de reinserção de jovens infratores. “Essa oportunidade, a gente só vai dar tendo estrutura suficiente e tratando-os com dignidade.”