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Artigo
03/08/2018 - 17:06:55
Autor: Cláudio Cordeiro
 
Eleições: política ou jurídica?

No próximo domingo (5), a população mato-grossense e de todo o país passa a tomar conhecimento de quem são os futuros representantes na política, após o fim das convenções partidárias, que define, de fato, as candidaturas deste pleito.

Depois, segundo o calendário eleitoral de 2018, os candidatos (a presidência da República, Senado, deputados federais, estaduais e governo) têm até as 19h do dia 15 de agosto para apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o requerimento de registro de candidatos a todos os cargos pleiteados.

No dia 16 de agosto, ficará permitida a propaganda eleitoral, mas tudo indica que as eleições já começaram para quem pretende buscar o comando do Palácio Paiaguás. Percebo, assim como o eleitor comum, uma troca ferrenha de farpas entre possíveis candidatos.

Gente que no passado esteve no mesmo palanque pedindo votos, hoje está do outro lado do time, mostrando que na política o que vale é ganhar. E para isso existe o meio jurídico que se avoluma na forma de um Tsunami. De um lado, uma lei, cheia de vícios e entrelinhas a qual abre espaços para exploração de qualquer sorte e de outro lado os abusos e a certeza de impunidade reinam nesse arcabouço de forma nevrálgica.

Assim o meio jurídico ganha também um super destaque junto ao marketing nessa eleição. Isso tudo eu já havia dito nos artigos anteriores, onde sempre destacava a necessidade de um advogado com especialização no direito eleitoralista.

E isso me faz lembrar no termo que se tornou conhecido no Brasil nos últimos meses ‘lawfare’ - a junção das palavras inglesas law, que significa lei, e warfare, que significa conflito armado, guerra.

No contexto político brasileiro recente, o termo lawfare tem sido empregado principalmente no sentido de uso de instrumentos jurídicos para fins de perseguição política, destruição da imagem pública e inabilitação de um adversário político. É o uso de acusações sem materialidade, provas, na tentativa de influenciar a opinião pública com publicidade negativa.

E dentro dessa guerra, com a avalanche de informações principalmente disponibilizadas na Internet, com as diversas correntes propagando o FakeNews (notícias falsas) que entre o trabalho de marketing político estratégico, voltando para resgatar a credibilidade do candidato (a), massificando seu papel durante a corrida pelo pleito e no fim do processo com início do mandato eleitoral. 

Um recente levantamento realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas revela que o meio digital (as mídias sociais) serão os mecanismos mais utilizados pelos eleitores para conhecer seus candidatos com um total de 42,5% dos entrevistados. Já em segundo e terceiro colocado estão Televisão com 36,7% e jornais impressos com 6,3%, respectivamente.

Foram coletados cerca de 2.240 depoimentos em 26 estados e Distrito Federal, em 170 municípios entre os dias 25 a 30 de julho de 2018. Isso nos mostra que 2018 será o ano das eleições na Internet. O espaço mais democrático para divulgação de trabalhos e projetos, após a mini Reforma Política que reduziu a campanha de 90 dias para 45 dias.

*Cláudio Cordeiro é publicitário e advogado

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