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Artigo
30/12/2012 - 05:07:19
Autor: Assessoria / JornaldaNoticia
 
Prefeitos mato-grossenses assumem mandatos em meio a inúmeras dificuldades financeiras

O dia 1º de janeiro de 2013 será marcado pela posse dos 141 prefeitos em municípios de Mato Grosso. O discurso de esperança e renovação à frente do Executivo municipal também é marcado pelo desafio de manter o equilíbrio financeiro que possa garantir salários do funcionalismo público em dia e capacidade de investimentos para melhorar índices em serviços considerados essenciais – como a educação e a saúde.

Por conta da medida do governo federal de reduzir a zero a taxa do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para manter aquecida a economia com a venda elevada de automóveis nas concessionárias e a linha branca de eletrodomésticos, municípios brasileiros enfrentam dificuldades para manter o equilíbrio fiscal. O IPI juntamente com o IR (Imposto de Renda) compõem 22,5% do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

“Diria que 30% dos municípios mato-grossenses fecham 2012 com dificuldades financeiras. Somente municípios com capacidade própria de arrecadação como Cuiabá, Rondonópolis, Sorriso, Primavera do Leste estão mais saudáveis financeiramente”, observa o presidente da AMM (Associação Mato-grossense dos Municípios), Meraldo Sá (PSD).

Em Cuiabá, o empresário Mauro Mendes (PSB), que assume o cargo de prefeito no dia 1º de janeiro, já anunciou a proposta de fundir secretarias e cortar gastos para aumentar investimentos e manter o equilíbrio fiscal ao longo de 2013. Uma das apostas de Mendes para patrocinar investimentos e manter o equilíbrio fiscal é a expectativa de arrecadação de R$ 75 milhões oriundos do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

Em Várzea Grande, o prefeito eleito Walace Guimarães (PMDB) assume com a proposta de reestruturar as finanças do município, cuja arrecadação atinge anualmente R$ 350 milhões, porém, o montante de dívidas corresponde a R$ 500 milhões.

Em Rondonópolis, o prefeito eleito Percival Muniz (PPS) traça como meta a reorganização da estrutura dos serviços públicos, que em sua visão estaria sucateada devido aos problemas políticos enfrentados pelo município.

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