Jornal da Noticia - Mato Grosso
Seja Bem Vindo (a) hoje é 31 de julho de 2026
Artigo
12/06/2019 - 23:01:55
Autor: AMZ Noticias com Zé Dudu
 
Situação previdenciária da cidade de Santarém é a mais crítica entre prefeituras do Pará

Para cada 17 servidores ativos da Prefeitura de Santarém, no oeste do estado, os quais custam cerca de R$ 196,1 milhões por ano, há dez aposentados ou pensionistas sustentados pelos cofres municipais, gerando despesas totais de aproximadamente R$ 114 milhões.

Apenas a despesa com inativos do governo municipal de Santarém é mais que suficiente para sustentar o município vizinho de Óbidos, cuja arrecadação mal chega a R$ 100 milhões. Terceiro mais populoso município do Pará, Santarém tem a situação previdenciária mais difícil entre as prefeituras do estado.

As informações foram levantadas com cruzamentos de dados de ativos e inativos declarados pelas prefeituras paraenses ao Tesouro Nacional por meio do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do 1º quadrimestre. Das 88 prefeituras que entregaram as obrigações fiscais desde 1º de maio, 25 apresentam desmembramento da folha de pagamento. No levantamento, entretanto, não foram considerados inativos e pensionistas pagos com recursos vinculados, como ocorre, por exemplo, com Marabá.

Depois de Santarém, a situação mais complicada é a da Prefeitura de Belém. Na capital, para cada R$ 4,55 gastos com servidores ativos, é preciso gastar R$ 1 com a folha dos inativos e pensionistas. Entre maio de 2018 e abril de 2019, a despesa com pessoal ativo da Prefeitura de Belém foi de R$ 1,196 bilhão, enquanto a folha dos inativos custou R$ 262,5 milhões. Apenas os recursos do tesouro belenense pagos aos inativos da capital seriam suficientes para organizar a vida inteira de 133 das 144 prefeituras do estado.

As prefeituras de Ananindeua (R$ 33,83 milhões), Paragominas (R$ 16,42 milhões) e Monte Alegre (R$ 16,35 milhões) também apresentam gastos consideráveis com inativos e pensionistas e que representam mais de 10% da despesa líquida com a folha de pagamento. Em Monte Alegre, a despesa salta para 20%. Municípios relativamente mais novos, como Parauapebas, com 31 anos de emancipação, ainda não sentem o peso da despesa com inativos porque seu quadro de estáveis começou a ser montado recentemente. O primeiro concurso público realizado em Parauapebas, por exemplo, foi em 1994.

No entanto, o município deve passar a ser impactado pela despesa com inativos a partir da próxima década, quando muitos servidores estáveis, principalmente da área da educação, começarem a se aposentar, notadamente os dos concursos de 1994 e 1998. Aí será a hora de frear as despesas com ativos, que atualmente ultrapassam meio bilhão de reais.

  FAÇA SEU COMENTÁRIO
 
COMPARTILHE
 
Prêmio Nobel - Por Renato de Paiva Pereira
Por: Renato de Paiva Pereira
Falha de energia e a reparação do dano - Por Victor Humberto Maizman
Por: Victor Humberto Maizman
Habilidades pessoais para o futuro - Por Valdiney de Arruda
Por: Valdiney de Arruda
Como você avalia o presidente Bolsonaro?
 
Ótimo
Bom
Ruim
Péssimo
Neutro

 
 

Copyright - Jornal da Notícia
Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito ao Jornal da Noticia
AMZ Comunicação & Publicidade Ltda.

 


 
CONTATO
contato@jornaldanoticia.com.br