Jornal da Noticia - Mato Grosso
Seja Bem Vindo (a) hoje é 30 de julho de 2026
Artigo
07/11/2019 - 09:57:00
Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá
 
Dados apontam que cerca de 81 mil pessoas de Mato Grosso vivem em extrema pobreza

No ano de 2018, Mato Grosso tinha 81 mil pessoas (2,4%) com renda mensal per capta inferior a R$ 145,00 ou U$S 1,9 por dia, critério adotado pelo Banco Mundial para identificar a condição de extrema pobreza. Deste total, 19 mil indivíduos (3,1%), em Cuiabá. Dados como estes fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada, ontem (06), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No país, o levantamento aponta para 13,5 milhões pessoas com renda mensal per capta inferior a R$ 145 ou na condição de extrema pobreza. Esse número é equivalente à população de Bolívia, Bélgica, Cuba, Grécia e Portugal. Embora o percentual tenha ficado estável em relação a 2017, subiu de 5,8%, em 2012, para 6,5% em 2018, um recorde em sete anos.

No Estado, o valor estimado da renda dessas pessoas é de R$ 144, o que corresponde a 2,4% do total de mato-grossenses estimado em 3,4 milhões. Contudo, Mato Grosso ocupou a sexta colocação entre os estados brasileiros menos desigual. Neste caso, Santa Catarina apresentou o menor percentual de pobres, seguido do Distrito Federal, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná. Além disso, do centro-oeste, foi o segundo com menor número de pessoas vivendo na extrema miséria. No vizinho Mato Grosso do Sul são 79 mil, no Distrito Federal, 92 mil e, em Goiás, são 214 mil.

O levantamento mostra que o rendimento mensal domiciliar per capita dos residentes em domicílios particulares no território mato-grossense é de R$ 1.025 a R$ 1.382. O valor segue a média mensal real domiciliar per capita, considerando todas as fontes de renda, subiu de R$ 1.285 em 2017 para R$ 1.337, em 2018. No entanto, o valor caía a pouco mais da metade da média nacional nas regiões mais pobres do país: no Nordeste, era de R$ 815 em 2018; e no norte, R$ 886. Na região sudeste, o rendimento médio mensal domiciliar per capita foi de R$ 1.639, mais que o dobro do recebido pelos nordestinos.

Conforme o SIS, a pobreza atinge sobretudo a população preta ou parda, que representa 72,7% dos pobres, em números absolutos 38,1 milhões de pessoas. E as mulheres pretas ou pardas compõem o maior contingente, 27,2 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza.

Em 2018, pessoas de cor ou raça preta ou parda tiveram rendimento médio domiciliar per capita de R$ 934, quase metade do rendimento de R$ 1.846 das pessoas de cor ou raça branca. Entre 2012 e 2018, houve ligeira redução dessa diferença, explicada por um aumento de 9,5% no rendimento médio de pretos ou pardos, ante um aumento de 8,2% do rendimento médio dos brancos. “Mas tal redução não foi capaz de superar a histórica desigualdade de rendimentos, em que brancos ganham o dobro de pretos e pardos”, informou.

Em relação às condições de moradia, 56,2% (29,5 milhões) da população abaixo da linha da pobreza não têm acesso a esgotamento sanitário; 25,8% (13,5 milhões) não são atendidos com abastecimento de água por rede; e 21,1% (11,1 milhões) não têm coleta de lixo. Tanto em relação às inadequações habitacionais como em relação à ausência de saneamento, as proporções registradas são maiores entre pretos e pardos do que entre brancos.

Para o gerente do estudo, André Simões, são necessárias políticas públicas para combater a extrema pobreza, pois ela atinge um grupo mais vulnerável e com menos condições de ingressar no mercado de trabalho. “Esse grupo necessita de cuidados maiores que seriam, por exemplo, políticas públicas de transferência de renda e de dinamização do mercado de trabalho. É fundamental que as pessoas tenham acesso aos programas sociais e que tenham condições de se inserir no mercado de trabalho para terem acesso a uma renda que as tirem da situação de extrema pobreza”, disse.

Conforme informações da assessoria de imprensa do IBGE, o valor do indicador de pobreza do Bolsa Família, R$ 89, é, inclusive, inferior ao parâmetro global de R$ 145, o que mostra que o benefício não é suficiente para tirar as pessoas da extrema pobreza. O pesquisador do IBGE Leonardo Athias explicou que, em 2011, o valor de R$ 70 para o Bolsa Família era compatível com o valor global da época, de US$ 1,25 por dia. “Por falta de correções monetárias, hoje o valor de R$ 89 é abaixo do valor global indicado pelo Banco Mundial”, destacou.

O levantamento também apontou que, embora um milhão de pessoas tenham deixado a linha de pobreza – rendimento diário inferior a US$ 5,5, medida adotada pelo Banco Mundial para identificar a pobreza em países em desenvolvimento como Brasil – um quarto da população brasileira, ou 52,5 milhões de pessoas, ainda vivia com menos de R$ 420 per capta por mês. O índice caiu de 26,5%, em 2017, para 25,3% em 2018, porém, o percentual está longe do alcançado em 2014, o melhor ano da série, que registrou 22,8%.

  FAÇA SEU COMENTÁRIO
 
COMPARTILHE
 
Prêmio Nobel - Por Renato de Paiva Pereira
Por: Renato de Paiva Pereira
Falha de energia e a reparação do dano - Por Victor Humberto Maizman
Por: Victor Humberto Maizman
Habilidades pessoais para o futuro - Por Valdiney de Arruda
Por: Valdiney de Arruda
Como você avalia o presidente Bolsonaro?
 
Ótimo
Bom
Ruim
Péssimo
Neutro

 
 

Copyright - Jornal da Notícia
Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito ao Jornal da Noticia
AMZ Comunicação & Publicidade Ltda.

 


 
CONTATO
contato@jornaldanoticia.com.br