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Artigo
30/07/2013 - 08:14:35
Autor: Jornal da Noticia com Assessoria
 
Liminar suspende o corte de ponto dos grevistas de Barra do Garças

Os mais de 200 funcionários da saúde pública do município de Barra do Garças em greve há um mês celebraram uma vitória do movimento.

Na segunda-feira, dia 29, o Desembargador Dirceu dos Santos, concedeu liminar que suspende o corte dos dias não trabalhados pelos servidores paralisados. 

Os grevistas comemoram a decisão da justiça e afirmam que o movimento  continua,  “Conseguimos uma liminar que evita o corte de julho e conseguiremos muito mais”, disse a Diretora Técnica de Enfermagem Maria Jaira.

Em greve desde o dia 2 de julho, os profissionais da saúde de Barra do Garças tentam entrar em acordo com o prefeito Beto Farias (PSD) para receber aditivos que, teoricamente, já seriam garantidos por lei: 25% de adicional noturno e insalubridade.

Os direitos não são cumpridos desde a gestão do ex-prefeito Wanderlei Farias (PR), que pela prática não recebeu nem “puxão de orelha” do TCE. Atualmente, a prefeitura paga 10% de adicional noturno, mesmo percentual que era disponibilizado pelo republicano.

Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Barra do Garças e Região (SINTESBRE) tenta há cinco anos, na Justiça, garantir o pagamento, mas o processo só foi analisado em maio passado.

Ele recebeu parecer favorável em primeira instância e o prefeito recorreu. Essa é a primeira vez que a categoria entra em greve no município e a adesão ainda não é maciça.

Conforme a diretora de saúde e segurança do trabalho do SINTESBRE, Téc. de Enfermagem, Maria Jaira da Silva, a adesão à greve é de 50% dos funcionários do Pronto-Socorro, 30% de médicos, 30% de enfermeiros e demais servidores. Os postos de saúde só estão abertos para prestar esclarecimento e mandar para o pronto-socorro casos urgentes. Segundo o SINTESBRE, o prefeito nega e garante que a saúde na cidade, que é pólo, está funcionando normalmente.

Além de adicional noturno e insalubridade, os grevistas querem correção de inflação de 6,95%, que também é garantido por lei anualmente. A categoria aceita dividir em três vezes (2%, 2% e 2,95%). Beto afirma que não tem como atender, pois ultrapassaria o limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal para folha de pagamento. Os manifestantes também querem revisão do PCCS.

Como o sindicato representa todos os profissionais que trabalham nos estabelecimentos de saúde, os salários hoje vão de R$ 678, dos funcionais da limpeza, maqueiros, cozinheiros, até R$ 4 mil de odontólogos e médicos. 

Veja a decisão Aqui

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