Há três anos longe do poder, onde permaneceu por oito anos, o ex-prefeito Roberto Farias (PL) reapareceu para contestar os efeitos da Lei Seca em Barra do Garças, mas, no entanto, seu gesto mais parece pretexto de ano eleitoral para capitanear votos dos barra-garcenses.
Recentemente ele postou em suas redes sociais um vídeo onde estaria respondendo a uma pessoa, criticando assim a ação da Polícia Militar em função das blitzen colocadas em prática na cidade para o combate de infrações de toda ordem, a começar pela Lei Seca.
Segundo ele, essa operação em curso da Polícia Militar tem causado transtorno à população de uma cidade que é turística, “de população jovem” e deixa claro que as blitze são excessivas.
Para justificar seu parecer Beto diz ainda ao seu interlocutor que muitas pessoas deixam de pagar documentos de veículos por razões de ordem pessoal como alugueis, material escolar, entre outras alegações.
O ex-prefeito deixa claro em seu post que a operação policial deveria ser mais branda em relação às multas. Seu ponto de vista é contraditório, é como se um contingente do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) viesse à cidade investigar uma denúncia e, diante dos fatos, fizesse vistas grossas.
Como se não bastasse, Beto sugere ao prefeito Adilson Gonçalves (União) a responsabilidade de convencer o 5º Comando da Regional de Barra do Garças, (que tem à sua frente o coronel André Wiliam Dorileo), a ser mais parcimonioso com os infratores.
Segundo o ex-prefeito essas, entre outras medidas previstas em Lei “está afetando o comércio noturno”, assim como turistas que visitam a cidade. Em sua visão, fiscalização tem que ter, “mas não de modo excessivo”, argumenta. A medida, conforme disse, afeta a classe trabalhadora e alfineta a administração municipal ao dizer que “os impostos crescem e os serviços não chegam”.
Em tempo, vale ressaltar que os impostos vigentes como IPTU e IBTI, foram reajustados sim, mas na gestão do Beto Farias. A atual administração municipal informou por telefone que neste mandato não houve criação de novos impostos.
LEI SECA - Em resposta às sugestões de Beto Farias, o coronel Dorileo publicou uma extensa nota à população de Barra do Garças que diz, inicialmente, que a Polícia Militar é uma instituição de Estado e que não está de modo algum subordinada ou vinculada a prefeituras ou qualquer outro órgão municipal.
No que diz respeito às operações e ações ostensivas realizadas pela PM, objetivo é prevenir e reprimir crimes contra à população, tendo logrado êxito em reduzir os índices de furto e roubo no ano de 2023, bem como dobrado a captura de foragidos da justiça e dando mais segurança à população, diz a nota.
“De forma secundária, tais operações visam ainda reprimir crimes de trânsito”. A nota esclarece que Barra do Garças “tem, proporcionalmente, um dos trânsitos mais violentos do Estado e [que] neste sentido, no ano passado pela primeira vez houve redução de 15% nos acidentes com vítimas, o que representa 15% a menos de internações, remoções”.
Numa ‘resposta’ cabal à insinuação do ex-prefeito sobre as operações em vigor no trânsito de Barra do Garças, a nota esclarece que no caso da Operação Lei Seca com a participação da PM, Detran, Bombeiros, Polícia Penal, Polícia Judiciária Civil, entre outros órgãos as autuações de infrações são previstas em lei de modo que não cabe ao gestor ou a quem quer que seja deliberar sobre sua destinação”.
“A grande maioria de notificações feitas em Barra do Garças se devem a infrações de dirigir sob influência de álcool [embriagado], direção perigosa e infrações atinentes à circulação inadequada de veículos”. As de competência do município se restringem ao estacionamento, parada e faixa”.
O objetivo dos Bloqueios é identificar criminosos, portadores de armas de fogo ilegais, drogas, fugitivos e, em último caso, motoristas de veículo em situação de risco a terceiros (sem retrovisores, escapamento alterado, manobras proibidas etc.).
Por último, diz a nota que o compromisso da PM é com a verdade e que não se coaduna “com discursos falaciosos que tentam confundir os cidadãos. Pertencemos a uma instituição de 189 anos, apartidária e sem fins políticos, onde nossa maior preocupação é a proteção da população de bem”.