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Artigo
22/04/2015 - 09:10:28
Autor: Luiz Fernando Guimarães Amorim
 
Osteoporose – A vilã responsável diretamente à grande quantidade de fraturas da 3ª idade

A Osteoporose é uma doença metabólica, sistêmica, que acomete todos os ossos. A estimativa, segundo pesquisadores, é que a proporção da osteoporose para homens e mulheres seja de seis mulheres para um homem a partir dos 50 anos e duas para um acima de 60 anos. Aproximadamente uma em cada três mulheres vai apresentar uma fratura óssea durante a vida.

Como qualquer outro tecido do nosso corpo, o osso é uma estrutura viva que precisa se manter saudável, e isso acontece mediante a remodelação do osso velho em osso novo. A osteoporose ocorre quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente, ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo - em alguns casos, pode ocorrer as duas coisas. Se os ossos não estão se renovando como deveriam, ficam cada vez mais fracos, finos e sujeitos a fraturas.

As mulheres têm mais osteoporose que os homens. Esse índice é maior entre as mulheres, pois têm os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa. Entretanto, os homens também estão sujeitos a  essa doença devido a uma deficiência alimentar de cálcio e vitaminas.

Eu alerto ainda que a prática de exercícios físicos é essencial. Nesse caso, os exercícios devem ter impacto mínimo. Caminhada é a atividade mais recomendada.

O tratamento da osteoporose é voltado para a prática de exercícios através do fortalecimento muscular e ósseo, do uso de medicamentos e (nutricional) consumo de alimentos ricos em cálcio e vitamina D.

A osteoporose não tem cura, porém é devidamente controlada quando diagnosticada nas fases iniciais. Os riscos de quedas nos pacientes da terceira idade esta diretamente relacionada a quantidades de fraturas. Sendo os locais mais acometidos a coluna, os quadris e os punhos.

Como a população dessa faixa etária encontra-se em aumento significativo e com previsão para 2020 de ser ainda muito maior, a chance de fraturas só tem a aumentar. Sendo as complicações em alguns casos desastrosas quando não realizado o tratamento correto. É um sério problema de saúde publica que deve ser devidamente tratado e acompanhado de forma multidisciplinar.

 

*Luiz Fernando Guimarães Amorim é médico ortopedista e traumatologista – Sub-especialista na área de quadril, joelho e medicina do esporte

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