Vivemos na fascinante região Amazônica, um dos biomas mais ricos e encantadores do Planeta, porem os contrastes entre a preservação ambiental, e o desenvolvimento regional com avanços da agricultura familiar e do agronegócio provocam um caloroso debate.
Segundo Alencar et al. (2004), no âmbito regional, os investimentos governamentais ligados ao controle do desmatamento têm aumentado nos últimos anos, graças ao apelo internacional focado na sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Porém, o fomento de atividades econômicas ligadas à derrubada da floresta é um paradoxo que gera uma situação em que o desmatamento é incentivado em nome do suposto progresso econômico da região Amazônica.
Nesse cenário, a fronteira agrícola nessa região tem avançado nos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia, onde a cultura anual, ou seja, aquela feita com queima e uso temporário da terra tem sido bastante utilizada. A lavoura anual é acompanhada pelo aumento de culturas que exigem extensas áreas para atender aos mercados nacionais e internacionais, menciona Castelo (2014).
Macedo et al. (2012) cita que a fronteira entre Mato Grosso, Rondônia e Pará foram responsáveis por 85% do desmatamento na Amazônia entre 1996 e 2005. A lavoura anual é responsável por grande parte do desmatamento: em 2007, só no Pará ela correspondeu a 950.688 hectares de área plantada (IBGE, 2007).
Desta forma produtores da região Amazônica se vêem no meio de duas grandes polêmicas e necessidades, que são o aumento de produção para suprir a demanda mundial, o que a primeiro momento se pensa em expansão de áreas, e as legislações ambientais, assim como também organizações não governamentais que pressionam através de mídias e movimentos com ações contra o desmatamento.
Muitos produtores ao se verem diante deste questionamento e dos poucos incentivos por políticas agrícolas sentem-se desestimulados a prosseguirem e aumentarem sua produção, mas com seus esforços e a cooperação de técnicos especializados e demais profissionais ligados à área agrícola, juntos têm-se cada vez mais com o auxilio de novas tecnologias conseguido driblar essa situação, obtendo nas áreas já formadas maior produção e melhor qualidade de produtos.
E mesmo sendo o setor agropecuário em 2015 o único que apresentou resultados positivos diante da crise nacional, ainda assim os produtores seguem contando quase que exclusivamente com seus esforços, na esperança de que governos melhores valorizem a importância do agronegócio em nosso país.
*Jeisi Mara Rasia é acadêmica de agronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso - Campus Confresa