Num eventual governo Michel Temer, Mato Grosso terá de volta o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a ida do senador Blairo Maggi para o cargo máximo da Pasta.
Quem esteve por último no Mapa foi Neri Geller, que caiu tão logo estourou a Operação Terra Prometida, deflagrada para apurar esquema de grilagem de terra.
Mas falando de Blairo, além de assumir o ministério o senador mudaria de sigla. Pela negociação, o ex-governador do Estado ingressa no PP. Vale lembrar que a virtual posse de Maggi eleva o suplente José Aparecido dos Santos, o Cidinho, à Senatória.
A conversa é de que também o suplente migraria para o PP, acompanhando o líder do agronegócio.
Coveiro de Dilma
A decisão de Maggi mudar de partido gerou debates e criticas da imprensa, uma das mais pesadas foi do blogueiro Josias de Souza, da Folha de S.Paulo e do UOL, quecriticou a pressa do senador Blairo Maggi (PR) em se pronunciar como novo ministro da Agricultura do eventual governo de Michel Temer (PMDB). Segundo o jornalista, Maggi pulou a cerca da infidelidade partidária, pois terá que se filiar ao PP ("sócio-atleta do Petrolão) para assumir o cargo.
Maggi também foi comparado a um coveiro: "Para Dilma, não resta senão cuidar dos minutos, porque as horas passam. Para seus coveiros, as horas mais preciosas são as mais rápidas. Como demoram as outras!".
Leia o post do blogueiro:
"Há na morte anunciada do governo Dilma Rousseff um inusitado toque burlesco, que humilha o cadáver e compromete o velório. A quatro dias do enterro da gestão petista, o senador Blairo Maggi (PR-MT) trombeteou no Twitter que foi convidado e aceitou ser ministro da Agricultura de Michel Temer.
Repetindo: o caixão da administração Dilma só chegará ao cemitério do plenário do Senado na quarta-feira (11).
Mas um dos senadores que ajudarão a atirar na cova a última pá de cal já informa que será ministro do hipotético governo do ainda vice-presidente Michel Temer. É como se Blairo quisesse saltar o crepúsculo e, sem mais demora, entrar no porvir.
“Fui convidado pelo Partido Progressista pra assumir o Ministério da Agricultura”, anotou Blairo, que é filiado ao Partido da República. “Aceitei, falta oficialização do futuro presidente Michel Temer”.
Recapitulando: o sujeito é filiado ao PR, partido do mensalão, e quem o convida é o PP, sócio-atleta do petrolão. Para virar ministro, pulou a cerca da infidelidade partidária.
E cabe ao “futuro presidente” apenas providenciar a “oficialização”. Quer dizer: a presidência de Temer ainda nem veio à luz e já tem gente lhe usurpando as prerrogativas, como se quisesse lhe enviar fúnebres coroas de flores.
“Agradeço a Deus e peço a Ele que me abençoe nessa missão que devo assumir no Ministério da Agricultura”, prosseguiu Blairo, dando a entender que o Altíssimo está em toda parte, mas já desistiu de acudir Dilma no Palácio da Alvorada.
Blairo, um ex-aliado de todos os governos petistas, anotou que aceitou assumir o Ministério da Agricultura de Temer em nome do seu Mato Grosso, “Estado do agronegócio”, e “em homenagem” ao seu falecido pai, “que se aqui estivesse ficaria muito feliz.”
Para Dilma, não resta senão cuidar dos minutos, porque as horas passam. Para seus coveiros, as horas mais preciosas são as mais rápidas. Como demoram as outras!"
Autor: Redação AMZ Noticias