O governador Pedro Taques (PSDB) acredita que o vice-presidente da República Michel Temer (PMDB), ao assumir a chefia do Palácio do Planalto em substituição a petista Dilma Rousseff (PT), poderá dar um novo ânimo ao cenário da política nacional e retomar o crescimento da economia.
A declaração foi dada ontem (11) durante entrevista à Band News.
“O governo da presidente Dilma não tem mais a confiança do cidadão. O político pode perder a credibilidade, mas não a confiança da população. O PT quebrou o Brasil. O Michel Temer vai viver um novo momento. O Congresso precisa ajudar nas mudanças estruturais e conjunturais e por isso acho que o Brasil poderá recuperar essa confiança”, disse o governador mato-grossense.
Na avaliação de Taques medidas como a reforma política e a aprovação de um pacto federativo pelo Congresso Nacional deverão ser conduzidas pelo próximo chefe da nação em uma estreita relação com os legisladores.
Além disso, citou que o governo federal deve dar mais atenção aos estados que contribuem para o desenvolvimento da economia brasileira e cobrou auxílio em investimentos para infraestrutura em Mato Grosso.
“Mato Grosso é um dos estados que mais contribuem para o superávit da balança comercial brasileira e pouco é retribuído pelo governo. O Brasil exportou em 2014 100 bilhões de dólares de produtos do agronegócio. Desse montante, São Paulo exportou 22 bilhões e Mato Grosso, 16 bilhões. Precisamos de hidrovias e ferrovias para contribuir ainda mais com o Brasil e o governo federal não faz nada”, afirmou.
Questionado a respeito da participação do PSDB na gestão de Michel Temer na presidência da República, Taques afirmou que o partido pode contribuir sem a ocupação de cargos.
“O PSDB pode retribuir com programas e não cargos. O Brasil está nessa situação por conta do presidencialismo de coalização que só visa a cargo. Independente de filiação partidária, se exige competência como critério para a escolha dos cargos. Isso será muito importante para o Brasil”, reforçou.
Taques foi eleito e militou no PDT durante cinco anos e desde o início do seu mandato de senador foi favorável à saída do partido brizolista da base de sustentação do governo Dilma.
Após migrar para o PSDB, foi o primeiro governador a se manifestar abertamente a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, alegando incapacidade da petista para governar o país.
Para Taques, afirmar que o processo seria uma forma de “golpe” é desculpa de quem está perdendo espaço político.
“É absolutamente natural que as instituições funcionem. Essa história de golpe é conversa de quem está perdendo espaço político. Falo também como professor de Direito Constitucional que impeachment não é golpe. A Constituição não proíbe investigar a presidente”, disse.
Autor: Rafael Costa com DiariodeCuiaba