A demissão sem justa causa de faculdade onde lecionava e um princípio de depressão levaram a advogada Cláudia de Marchi a tomar a decisão de abandonar a carreira de 11 anos como advogada, trocar a vida regrada em Sorriso pela badalação de Brasília e se transformar na cortesã Simone Steffani.
O pseudônimo Simone é em homenagem a escritora, intelectual, filósofa existencialista, ativista política,feminista e teórica social francesa Simone de Beauvoir. Já Steffani é apenas um sobrenome de pronuncia agradável.
E o métier como acompanhante de luxo não a impede de seguir na militância esquerdista e feminista nas redes sociais, nem de continuar sendo a cronista e blogueira dos tempos da faculdade em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que ainda estuda Psicanálise de maneira autodidata.
Justamente por questões ideológicas é que ela evita ter políticos como clientes. Afirma que o perfil conservador do Congresso Nacional não a agrada e, por isso, prefere se relacionar com profissionais liberais como engenheiros, médicos e advogados ou servidores públicos, todos razoavelmente cultos.
Revela que eles costumam contratá-la para momentos de prazer remunerado e sem compromisso. “Adoro sexo, mas não consigo me relacionar com fascistas. Para transar não precisa falar de política, mas só de pensar nas asneiras que defendem, nas besteiras que falaram votando pelo impeachment, eu broxo. Não tenho estômago”, revelou Simone Steffani, em entrevista ao Rdnews.
Ainda assim, Simone admite ter fetiche por dois políticos. Se sente atraída pelo senador petista Lindbergh Farias e pelo deputado federal do Psol Glauber Braga, ambos eleitos pelo Rio de Janeiro. “O Glauber é gay e o Lindbergh eu conheço só pelas reportagens. Tenho tesão por eles. Fantasiar não custa nada”, completou.
Seletiva, Simone rejeita programas com clientes que não a agradam e cobra R$ 500 à hora. Uma noite inteira custa R$ 2,5 mil e a companhia em viagens sai por R$ 1,5 mil a diária. Hoje atende no condomínio onde reside, no Plano Piloto, porque a clientela é discreta e não chama atenção da vizinhança. Também topa frequentar os hotéis conceituados de Brasília e até motéis desde que a segurança seja garantida.
“De cada 10 clientes, nove são bons de cama e me satisfazem. Aquele que sobra, me agrada pela inteligência. Eu adoro sexo e arrumei uma forma de ganhar dinheiro tendo prazer. O prazer do cliente é só uma consequência”, conta Simone Steffani.
Na profissão desde fevereiro, Simone costuma fazer apenas um programa por dia. Pela militância feminista, diz que não aceita se submeter a qualquer situação. Rejeita a participação de outra mulher nos programas e diz que faria de bom grado ménage à trois com dois homens. “O dinheiro é atraente, mas ter prazer é minha prioridade. Uma feminista como eu jamais faria sexo só pra agradar. Tive dois clientes egoístas e disse que não pretendo mais atendê-los. Sou cortesã, gosto de homens com classe na abordagem, não apenas com dinheiro no bolso. Sacanagem, putaria e indecência a gente pratica quando faz sexo, não falando asneira”, garante.
Advogada vira acompanhante de luxo
Simone admite que ainda não foi requisitada para viagem. Entretanto, lembra que deve acompanhar um cliente para a Alemanha em meados de julho. As passagens, inclusive, já estão compradas.
Todas as experiências como cortesã são compartilhadas no blog que mantém (veja aqui). Os textos são picantes e provocativos, avaliando o programa realizado no dia.
Decisão
Sem se importar com o que os outros pensam e com incentivo da mãe, pelo menos por enquanto, Simone se diz feliz com a decisão de trocar o Direito e o Magistério pelos programas sexuais.
Filha única, estudou em escolas de caráter religioso, se formou em Direito na UPF e fez especialização em Direito Constitucional na Fundação Escola Superior do Ministério do Público do Rio Grande Sul. Levava um vida certinha, construiu carreira na advocacia, casou, se divorciou, lecionou e namorou até tomar a decisão que provocou uma verdadeira reviravolta na vida, que obedecia a todas as convenções sociais.
Ela contou que tomou a decisão de se tornar garota de programa em meio a situação de crise que enfrentava. “Fui demitida sem justa causa da faculdade em que lecionava. Acabei o namoro com um empresário que residia em Alta Floresta, mas era brasiliense e tinha dois filhos. Neste período, minha mãe assistiu a um programa de TV que entrevista algumas acompanhantes de luxo e ficou encantada com que as mulheres contavam. Quando tomei a decisão, ela apoiou. Disse que foi a decisão mais sensata que tomei na vida”, lembrou.
Mensagem
Às meninas que pretendem se tornar garotas de programa por dinheiro, Simone diz que todas devem manter o autorespeito. Segunda ele, devem exigir tratamento digno dos clientes e não se submeter à práticas sexuais que não concordam. “Eu era advogada e sempre fui uma mulher difícil. Não saia com qualquer um, era difícil me conquistar. Por isso digo: puta só na cama. Nas outras situações, temos que nos valorizar, se comportar sem vulgaridade”, concluiu.
Autor: AMZ Noticias com RDNews