Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Cidade dos Outros será apresentado em aldeia xavante de Barra do Garças




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Depois de presenciarem reações emocionadas de moradores da comunidade quilombola de Vão Grande, muitos deles tendo, nessa oportunidade, o primeiro contato em toda vida com a arte teatral, as atrizes Juliana Capilé e Tatiana Horevicht seguem com as apresentações do espetáculo Cidade dos Outros, ávidas por novas experiências.

Nesta quarta-feira, 1º de junho, às 20h, na arena do Porto do Baé, elas revelam à plateia uma melancólica história de esperança que move a sobrevivência de dois personagens. Famintos, passam o tempo fazendo planos para gastar os "milhões" em dinheiro que terão quando ganharem na loteria.

As atrizes que representam a Cia Pessoal de Teatro têm percorrido grandes distâncias desde que começaram a circular pelo edital de incentivo à produção artística e descentralização do acesso à cultura, Circula MT. Ainda nesta semana chegam à aldeia Wede´rá, na terra xavante Pimentel Barbosa, em Canarana.

Dirigido por Amauri Tangará, o espetáculo Cidade dos Outros figura entre os destaques do repertório do teatro mato-grossense contemporâneo e já foi visto em cidades de todos os extremos do país. Por várias vezes denunciando a origem mato-grossense, enfim os personagens serão contemplados pela plateia de Mato Grosso.

“Escolhemos circular por aldeias, glebas e quilombos para levar o espetáculo para lugares onde a gente nunca pode que ir, a lugares onde um espetáculo nunca vai. O Cidade dos Outros tem essa particularidade de não depender da iluminação cênica do teatro, ele é praticamente portátil, pode ir para qualquer lugar. A gente tinha essa vontade de levá-lo a lugares que necessitam desse aparato cênico, mas que pouco são contemplados com a experiência”, revela Juliana Capilé.

A atriz Tatiana Horevicht também avalia que a aprovação no Circula MT proporcionou um grande momento à Cia Pessoal de Teatro. “É uma oportunidade ímpar de levar nosso espetáculo a tão diferentes regiões do nosso Estado, possibilitando a democratização dos produtos artísticos da nossa terra, assim como um conhecimento aos artistas sobre a vastidão e a diversidade cultural tão próximas a nós”, diz ela.

O espetáculo surgiu de uma pesquisa que teve como tema a inapetência para a ação; a circularidade da vida e eterna espera pelo “maná divino”. De inspiração beckttiniana, o espetáculo revela que o ritmo da vida dos personagens é marcado pela emoção da espera, que é ironicamente, a ação da peça. 


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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