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  Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Igreja Mundial é condenada pela Justiça a indenizar pastor “ex-gay” em Cuiabá




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A Igreja Mundial do Poder de Deus foi condenada a indenizar em R$ 50 mil, por danos morais, um pastor que teria sido agredido física e verbalmente dentro da instituição religiosa pelo fato de, no passado, ter tido experiências homossexuais.

A decisão, datada da última segunda-feira (6), é da juíza Helena Maria Bezerra Ramos, da 8ª Vara Cível de Cuiabá.  

Segundo a ação movida pelo pastor R.A.F., que se autodeclara “ex-gay”, as agressões ocorreram na noite de 6 de dezembro de 2009, ocasião em que ele dormia nas dependências da igreja, na Capital.

Na época, ele atuava como pastor auxiliar da igreja comandada pelo "apóstolo" Valdemiro Santiago. R.A.F contou que, naquela noite, foi acordado “a socos e pontapés” por um pastor identificado como “Jademir”, por motivos de discriminação sexual.

Depois de ter sido espancado, ele disse que procurou o bispo Sidney Furlan, que o aconselhou a não registrar queixa-crime “para salvaguardar o nome da instituição religiosa”.

R.A.F. relatou que o pastor que o teria agredido apareceu no programa de TV da Igreja Mundial, dizendo frases como: “ (...)estamos sendo perseguidos... Até o Ibama veio atrás de nós porque bateram em um veado”.

“Argumenta que esperava que o seu bispo, no uso de suas atribuições, fosse impor ao seu agressor ao menos sanção administrativa, contudo, tornou-se também seu algoz, ao permitir que tais comentários fossem feitos no programa de televisão do qual é responsável e ainda, pelos corredores da igreja”, diz trecho da ação.

Além disso, o pastor R.A.F afirmou que foi, posteriormente, excluído do rol de ministros da Igreja Mundial do Poder de Deus. Na ação, ele requereu indenização de R$ 1 milhão pelos danos morais sofridos, mas vai receber R$ 50 mil.

Igreja contesta

Já a Igreja Mundial do Poder de Deus argumentou que as acusações de R.A.F, dando conta que o pastor Jademir é um “marginal, agressor e preconceituoso”, não seriam verdadeiras.

“O requerente [R.A.F] sempre esteve em posição de destaque junto à congregação religiosa e se existissem tais preconceitos e violência por parte do Corpo da Igreja, o requerente não teria alçado à função de Pastor, comandando um grupo de jovens”, alegou a igreja.

 

A instituição religiosa ainda disse que a culpa da expulsão foi do próprio R.A.F, “que se encarregou de propalar como um ‘injustiçado agredido e vítima de preconceito sexual’ a toda sociedade”.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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