Segunda-Feira, 16 de Marco de 2026

Notícias do Planalto... Não foi invenção, está gravado.




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O título ali de cima é do livro de Mario Sérgio Conti que conta as lambanças que levaram ao impeachment de Collor de Mello.

O tempo passou, as lambanças parecem que aumentaram em nossa antiga ilha da fantasia. Agora se vive ali uma realidade talvez pior ainda.

José Sarney soltou nota contra o pedido de sua prisão, exigia respeito do Procurador da República e que nunca tentou atrapalhar a Justiça. Ele foi gravado pelo Sérgio Machado falando isso. Renan Calheiros também.

Não foi invenção, está gravado e dizem que não disseram aquilo. Ou o clássico argumento de que a conversa está fora de contexto.

Brasília contaminou tudo pelo país. Os bancos Bradesco, Safra e Pactual entraram por caminhos tortuosos. O maior produtor de aço também. Diretores das maiores empreiteiras do país estão na cadeia.

No Conselho de Ética da Câmara, no julgamento do Eduardo Cunha, se tem coisas do arco da velha. Ele nega ter conta na Suíça. O que tem, diz com maior cara de pau, é um truste.

Como foi acusado de ter conta, sai com essa. É truste, mas o dinheiro é dele.

Sua mulher, ao ser confrontada sobre os gastos em restaurantes de luxo na Europa, disse que o dinheiro saiu daquela conta, ou melhor, do tal truste.

Como aquele dinheiro foi parar ali? Cunha diz com a maior desfaçatez que ele era vendedor de carne industrializada e que fez aquele depósito. Você acreditou?

E a população não consegue mandar para casa sujeito como esse.

Apareceu no Congresso a ideia de fazer um plebiscito na eleição deste ano.No plebiscito se perguntaria se o eleitor quer eleição geral para presidente e congressistas.

A maioria da população certamente que quer. É difícil o Congresso aprovar, porém. Deputados e senadores não vão concordar em encurtar dois anos de seus mandatos.

E a população outra vez não sabe como fazer os congressistas obedecerem. Eles fazem o que querem.

Outra ideia correndo em Brasília e já apelidada de Diretas Já seria um acordo para a volta de Dilma ao governo, com ela se comprometendo em fazer eleição para presidente ainda este ano.

O PT e o Lula não querem. Esperam o desgaste do Michel Temer até 2018,tempo para o partido se recuperar do baque atual.

Lá atrás, quando o Governo Dilma estava com problemas mas não se falava em impeachment, foi proposto que ela renunciasse.

Uma renúncia em que, em tese, ela sairia bem. Teria o apoio do Congresso para durante um ano fazer as reformas da previdência, tributária e política.

Depois haveria eleição geral. Se concordasse teria saído como a pessoa que fez as necessárias reformas do país.

Agora, amarga algo pior para sua imagem na história. Brasília contaminou tudo pelo país. Os bancos Bradesco, Safra e Pactual entraram por caminhos tortuosos. O maior produtor de aço também. Diretores das maiores empreiteiras do país estão na cadeia.

A classe política está quase toda manchada e vai ficar pior depois da delação da Odebrecht.

Pedro Henry, Negromonte, Janene, Pedro Correa eram aprendizes perto do que se vê agora a partir de Brasília.

*Alfredo da Mota Menezes é analista politico


Autor: Alfredo da Mota Menezes


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