O senador Cidinho Santos (PR), que assumiu a vaga do atual ministro Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afirmou que não acredita na volta da presidente afastada Dilma Rousseff (PT).
Ele negou que o “clima” no Senado esteja favorável à petista, por conta de demissões e supostos desgastes na gestão de Michel Temer (PMDB).
“A volta de Dilma seria um retrocesso muito grande. A esperança que se está criando hoje, de um momento novo para país, voltaria à estaca zero e aumentaria muito a instabilidade econômica. Não acredito nessa possibilidade”, acrescentou.
Segundo ele, a crítica que alguns senadores têm feito ao Governo Temer são "pontuas" e não vão refletir no placar da votação final do impeachment.
“Os senadores José Regufe (sem partido-DF) e Cristovam Buarque (PPS-DF), por exemplo, têm feito críticas em relação aos conceitos do novo Governo, eles cobram apenas alguns ajustes. Já as críticas do senador Romário (PSB-RJ) são apenas uma busca por espaço. No geral, não há espaço para retrocesso. A opinião pública é muito forte em relação à necessidade de mudanças”, disse Cidinho Santos.
Segundo ele, a tendência é que o placar da votação final, pelo impeachment, seja ampliado em relação à votação pela admissibilidade do processo, quando 55 senadores votaram contra Dilma Rousseff.
“Acredito que de 59 a 61 senadores votem pelo impeachment. Senadores que não comparecem à primeira votação votarão agora pela saída da presidente afastada Dilma Roussef e pela manutenção do Governo de Michel Temer (PMDB). Jader Barbalho (PMDB-PA) e Eduardo Braga (PMDB-AM) vão votar pelo impeachment. E até o senador Elmano Férrer (PTB-PI), que votou contra a admissão do processo, agora votará pelo impeachment”, afirmou.
Autor: Orlando Morais com Midia News