O governador Pedro Taques (PSDB) revelou que encaminha até a próxima semana a Assembleia Legislativa a proposta de reforma administrativa que prevê cortes na estrutura da máquina pública com a fusão e extinção de secretarias de Estado.
Embora não queira antecipar detalhes do que será encaminhado para votação dos parlamentares, Pedro Taques antecipou que uma de suas propostas é criar um gabinete de articulação política que trabalharia em conjunto com a secretaria chefe da Casa Civil.
“A Casa Civil tem uma função mais interna e o gabinete de articulação política é promover política institucional, dialogar com representantes dos poderes constituídos principalmente com a Assembleia Legislativa”, disse.
Questionado se o gabinete seria chefiado por algum político, Taques preferiu não comentar. “Já temos o nome definido, mas ainda não vou confirmar nada”, ressaltou.
A proposta de estreitar mais o diálogo com o Legislativo tem sido uma das cobranças de parlamentares dos quais se incluem até mesmo membros da base aliada do Palácio Paiaguás.
Deputados como Oscar Bezerra (PSB) e o líder do governo na Assembleia Legislativa, Wilson Santos (PSDB) já defendem abertamente a nomeação de políticos experientes para chefiar secretarias de Estado, o que está sendo avaliado conforme dito publicamente pelo secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques.
Nos bastidores políticos, comenta-se que a reforma administrativa culminará na extinção dos gabinetes de Assuntos Estratégicos e de Desenvolvimento Regional e a fusão da Secretaria de Ciência e Tecnologia com a Secretaria de Planejamento e a extinção de diversos fundos estaduais considerados sem finalidade pelo Executivo.
Nas primeiras medidas iniciadas na gestão do governador Pedro Taques, que culminou em duas etapas de reforma administrativa, houve um acompanhamento da Fundação Dom Cabral que norteou por muitos anos decisões administrativas em Minas Gerais, nos dois mandatos do ex-governador Aécio Neves (PSDB), atual senador da República.
Nesta primeira reforma o governo extinguiu 1.130 cargos comissionados, representando 25% do total. Também houve extinção ou fusão de secretarias de estado. Somente em 2015, a reforma administrativa proporcionou economia de 22% no custeio da máquina, o que representa cerca de R$ 350 milhões. A projeção é que a economia anual com o corte de comissionados chegue a R$ 145 milhões até o final desta gestão.
Autor: Rafael Costa com DiariodeCuiaba