A greve dos servidores públicos estaduais completou dia 01 de julho um mês, e já é considerada a maior da história. Durante esse período, a greve pelo pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA) ganhou músicas como a que repete a frase “Quero meu RGA”, em ritmo de “lambadão” e algumas personagens importantes que ajudaram a desenhar cada capítulo desse impasse. Dentre as personagens está à deputada estadual Janaína Riva (PMDB), que, aos 27 anos, foi eleita “a musa da RGA”.
A deputada Janaína conquistou o carinho dos grevistas, que fazem fila para tirar fotos com a parlamentar. Isso porque ela travou na tribuna do Plenário das Deliberações, da Assembleia Legislativa, muitos debates em defesa dos servidores. O debate mais emblemático foi com o líder do governo na AL, deputado Wilson Santos (PSDB).
Janaína, por ser filha do ex-deputado José Geraldo Riva, preso por diversos crimes de corrupção, não era respeitada – inclusive por sindicalistas - no início de sua carreira política.
“Pra mim foi um momento muito importante essa questão da RGA. Desde o ano passado eu vinha tentando na Assembleia mostrar o meu posicionamento. Mostrar que eu tinha a minha identidade, o meu perfil, que é obvio que é diferente do de meu pai”, compara Janaína.
“O debate da RGA era uma coisa que estava ali, no dia a dia da Assembleia. Não foi uma coisa combinada. Então, acabou marcando esse meu início de carreira política. Hoje, nas ruas, eu sou cumprimentada, recebo inúmeras mensagens pelos debates que travei”, disse a peemedebista, que foi o segundo parlamentar mais votado, com 48.171 votos, em 2014.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (Sisma) e membro do Fórum Sindical), Oscarlino Alves, considera a deputada uma peça-chave na tentativa de resolver o impasse entre governo e servidores em greve. “Realmente, nós temos que reconhecer o trabalho da deputada. Ela soube reconhecer a luta dos trabalhadores”, disse o sindicalista.
Janaína Riva abraçou de vez a causa dos servidores quando o governo sugeriu pagar a reposição inflacionária de forma parcelada e com condicionamento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Abracei a causa dos servidores públicos do estado de Mato Grosso justamente por ser minoria e por entender ali que eles precisavam de uma voz no Legislativo, que eles não tinham”, disse.
A deputada comenta, ainda, que articula com a bancada do PMDB entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra a lei nº 10.410, sancionada pelo governador Pedro Taques (PSDB).
Autor: Redação AMZ Noticias