Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2026

Por um eleitor coerente, sem sorrisos marotos




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Quando Fred cavou um pênalti no primeiro jogo da Copa do Mundo no Brasil (2014) e deu um sorriso maroto para Neymar, muita gente ovacionou ele e agradeceu a "ajuda" do juiz em fazer coro com aquela trapaça.

Nessa oportunidade, eu disse pelo facebook que era lamentável ver pessoas comemorando um ato desonesto daquela magnitude, exposto mundialmente pelos veículos de comunicação que davam cobertura ao evento. Fui apedrejado e classificado como radical, por muitos dos que hodiernamente se dizem ser contra a corrupção generalizada de Brasília/DF.

Depois, no jogo contra a seleção alemã, ao invés de jogar com garra e sinceridade, alguns jogadores tentaram o tempo todo cavar pênaltis, por falta de um "messias" - não o Messi, e sim o Neymar, que estava no banco, salvo ledo engano, em razão de uma contusão.

Porém, a tática do "jeitinho" e do "jogo mole", com apoio da torcida, não pôde superar a correição, disciplina e dedicação do outro time. A razão venceu a ilusão. A verdade venceu a mentira.

A grande corrupção, em parte, ocorre pelo acúmulo das pequenas corrupções, como furar fila, estacionar em lugar indevido, apresentar atestado de saúde falso, colar nas provas, bater o ponto para o colega de trabalho, sonegar impostos, trair o cônjuge, aplaudir uma falta dissimulada que favoreça seu time, entre outros atos.

Como foi dito: "quem for infiel no pouco, provavelmente será no muito."

No processo eleitoral, votar em alguém em troca de uma vantagem passional ou apenas por amizade, também caracteriza um desvio de conduta, nada republicano.

Não adianta sair às ruas de verde e amarelo, protestando contra a corrupção, se você é o primeiro que vende sua dignidade e aliena sua cidadania, em troca de algum benefício direto e pessoal qualquer. Isso chama-se hipocrisia.

Afinal, os políticos que temos nasceram e cresceram entre nós e, mais, foram escolhidos pela gente também. Não dá para tirar o corpo fora.

Espero que nas eleições de 2016, a razão e a verdade vençam a ilusão e a mentira, com um eleitor que não apoie a fraude e a corrupção eleitoral, nem por passividade, tampouco por cumplicidade.

*Paulo Lemos é advogado especialista em Direito Eleitoral e Direito Administrativo em Mato Grosso


Autor: Paulo Lemos


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