O líder comunitário Carlos Alberto de Oliveira, que acusou o policial militar Elcio Ramos Leite de extorsão, foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de apropriação indébita, estelionato e extorsão.
Ainda não houve a abertura de ação penal. Os inquéritos estão paralisados na Central de Acompanhamento de Inquéritos remontam a suspeita de que os três crimes tenham ocorrido nos anos de 2015 e 2016.
Apontado como líder comunitário na região do CPA III, Carlos Alberto Alves de Oliveira é pai de André Luiz de Oliveira, morto em um confronto com o BOPE (Batalhão de Operações Especiais) após dar um tiro na cabeça do policial militar Elcio Ramos Leite, que compunha o 24ª Batalhão da PM e fazia uma investigação preliminar pela suspeita de venda de arma de fogo nas redes sociais.
Havia a suspeita de que André Luiz de Oliveira e seu irmão, Carlos Alberto de Oliveira Júnior, vendiam clandestinamente armas de fogo pelo Facebook. Ambos são suspeitos de comercializar um revólver a uma quadrilha que matou o comerciante Dieberg Paiva de Oliveira com um tiro na cabeça no bairro CPA II, em Cuiabá, na sexta-feira (29).
O crime ocorreu aproximadamente às 23h40 em frente a casa da vítima, que ao chegar foi abordada por quatro homens armados anunciando o assalto. De acordo com testemunhas, o homem não reagiu e disse aos criminosos que poderiam levar o que quisessem. Porém, mesmo sem reagir, foi morto por um dos assaltantes com um tiro na cabeça.
Assustados, os bandidos fugiram do local correndo sem ao menos roubarem nada. Moradores do bairro que perceberam a ação criminosa correram atrás dos bandidos e conseguiram deter dois deles, que foram linchados até ficarem inconscientes.
Já Dieberg, foi levado por seu filho até a policlínica do bairro Planalto, porém não resistiu e teve o óbito confirmado pelos médicos. Depois deste crime, a PM entrou com monitoramento na região do CPA III e descobriu que a arma foi comercializada no Facebook.
De acordo com o secretário de segurança pública, Roger Jarbas, essa mesma arma de calibre não identificado, foi a que disparou o projétil que matou o membro da corporação de inteligência da PM.
O secretário exaltou a atuação profissional do policial militar, Elcio Leite, considerado “um dos grandes profissionais que fazia parte do 24º Batalhão”. “Ele estava a trabalho investigando um comércio ilegal de armas. Perdemos um profissional da segurança pública que perdeu a vida dele para salvar a de outros”, disse.
O Comandante Geral da Polícia Militar, Gley Alves, lamentou a morte do policial militar Elcio Ramos Leite. "Infelizmente, houve essa morte em um momento em que informações a respeito de comércio ilegal de armas de fogo estava sendo apurado. Uma perda irreparável diante de um bom profissional".
Autor: Rafael Costa com Folha Max