Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Senadores de Mato Grosso votam pelo julgamento final de Dilma




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Os três senadores de Mato Grosso anunciaram votar favoravelmente pelo juízo de pronúncia e referendaram a decisão da comissão do impeachment de que a presidente da República afastada, Dilma Rousseff (PT), seja julgada pelo plenário do Senado por crime de responsabilidade fiscal.

O senador José Medeiros (PSD) afirmou que não vê condições políticas para a petista reassumir o poder. “O parlamentar responsabilizou Dilma pelo aumento da inflação e pela crise econômica que o país atravessa. As pedaladas fiscais contribuíram para reavivar o monstro da inflação da década de 80”, afirmou.

Em seguida completou. “Dilma Rousseff afundou o país, derreteu a economia, minou a credibilidade e ofendeu a inteligência do povo brasileiro. Quebrou o setor elétrico. O PAC foi um fiasco. A mãe matou seu próprio filho, já que ela era chamada a ‘mãe do PAC’. E para coroar a tragédia administrativa, derreteu a Petrobrás sob sua batuta. Mostrou-se exemplo pronto e acabado de autoritarismo”, disparou.

Ex-vice-líder do governo no Senado, o senador Welington Fagundes (PR), Wellington Fagundes (MT), manifestou-se nesta terça-feira, 9, favorável à pronúncia do impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Integrante da Comissão Especial que analisou as denúncias, o republicano considerou que “há indícios de autoria” e da existência de crime de responsabilidade fiscal.

Em seu pronunciamento, afirmou que o país “precisa e vai superar o Impeachment”, de forma a liberar o Congresso Nacional para a “aprovação de matérias fundamentais para ajudar o Brasil a vencer esta crise”. Ao mesmo tempo, justificar as esperanças da sociedade por dias melhores.

O senador José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR), manifestou-se favoravelmente ao prosseguimento do impeachment por entender que existem provas robustas de crime de responsabilidade fiscal.

“Eu tenho confiança de que o final deste processo encerra um capítulo triste da história do nosso país, para a abertura de um novo capítulo, de superação e prosperidade”, destacou o parlamentar.

Cidinho Santos elogiou o trabalho do relator da Comissão Especial do Impeachment, Antonio Anastasia (PSDB/MG), e concordou que não se trata de uma revisão da biografia da presidenta afastada, mas do julgamento de ações em desconformidade com a legislação, como a edição de decretos sem autorização do Legislativo e as chamadas “pedaladas fiscais”, que geraram a crise econômica com um déficit primário de R$ 115 bilhões em 2015 e 11 milhões de brasileiros desempregados.

“Quero ressaltar que acredito que a presidenta Dilma Rousseff é uma pessoa honrada, mas entre o interesse pessoal ou o projeto de um partido político, temos que pensar nos interesses do Brasil, que precisa de um gestor que tenha a confiança do mercado financeiro, que consiga trabalhar em conjunto com o Parlamento e que respeite a legislação”, afirmou. 


Autor: Rafael Costa com Diário de Cuiaba


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