No último dia 6 estreou nos cinemas o filme “Xingu”, que conta a história dos irmãos Villas Boas na época em que criaram o Parque Indígena do Xingu, localizado na região do Norte Araguaia de Mato Grosso. Os irmãos lideraram a expedição Roncador-Xingu. Porém, são muitas as histórias que envolvem os Villas Boas. E uma delas continua sem desfecho até hoje.
Maria Villas Boas, 87 anos, moradora de São Félix do Araguaia, no nordeste de Mato Grosso, afirma ter sido companheira de Leonardo Villas Boas por 11 anos. Com ele teve três filhos Marina, Mariza e Álvaro e o acompanhou até sua morte em 1961. Depois do falecimento de Leonardo, a família Villas Boas entrou em contato com Maria para lhe oferecer ajuda. Ela pediu uma casa em São Félix , cidade onde vivera anos antes com Leonardo, quando ele exercia o cargo de delegado da cidade.
A família Villas Boas também levou a filha mais velha do casal, Marina, para estudar com a condição de que a menina viesse visitar a mãe todos os anos. Marina nunca mais voltou e a família Villas Boas nunca mais entrou em contato. Maria criou Álvaro e Mariza que morreu quando ainda jovem.
Mesmo que a existência desse casamento seja negada pela história oficial, há indícios de que a família Villa Boas de São Paulo saiba da existência desses Villas Boas de MT. Pois os produtores do filme O Xingu encontraram o filho mais novo de Maria, Álvaro Villas Boas que atualmente mora em Alto Boa Vista, cidade vizinha de S.F.A e com o filho de Leonardo negociaram os direitos autorais da obra.
Hoje, Maria Villas Boas mora com Terezinha de Jesus Soares Bastos, a filha do primeiro casamento, em São Félix do Araguaia, no nordeste de Mato Grosso. Maria anda cabisbaixa, já perdeu o movimento das pernas, e de uns tempos pra cá permanece a maior parte do tempo muda. Suas netas Magali e Cássia, e a filha Terezinha são que ajudam a reconstruir essa história.
E a família acredita que com a repercussão do filme sobre os irmãos Villas Boas talvez seja possível encontrar Marina, que se estiver viva tem hoje 59 anos. A gente não sabe se Marina ainda é viva, se ela tem esse nome mesmo, minha mãe sofre demais, ela já falou muitas vezes que gostaria de ver a sua filha antes de morrer”, diz Terezinha
Autor: 24 Horas News