Após muita pressão nos bastidores, o que envolveu até a participação direta do governador Pedro Taques (PSDB), o advogado e empresário William Cardoso anunciou ontem aos seus aliados políticos a desistência de concorrer a Prefeitura de Várzea Grande.
O principal motivo alegado é a intransigência da cúpula do PSDB em apoiar a reeleição da prefeita Lucimar Campos (DEM).
O empresário William Cardoso revelou que manteve uma conversa com o governador Pedro Taques, principal liderança do PSDB em Mato Grosso, que cobrou sua desistência da disputa eleitoral diante do compromisso político firmado com o ex-senador Jayme Campos (DEM) para apoiar a reeleição de Lucimar Campos.
Nos bastidores, se comentou que Taques desautorizou William Cardoso associar sua imagem a campanha eleitoral do PSDB em Várzea Grande em material de campanha, avaliando até mesmo a possibilidade de tomar medidas judiciais se viesse a ocorrer.
Pressionado, William Cardoso decidiu não prosseguir com a campanha eleitoral. Antes mesmo de lançar-se nas ruas de Várzea Grande em campanha, a candidatura do tucano começou a se enfraquecer diante da intervenção dos diretórios estaduais do PT, PSD e Rede Sustentabilidade que demoveram os três partidos da sua base de apoio.
A expectativa é que neste final de semana a oposição defina o nome do substituto do grupo que une PSDB - PTC - PSDC - PV - PROS - SD - PMN - PT do B e PRB. Após muito diálogo, os nomes mais cotados para substitui-lo são o vereador Fábio Saad (PTC) e o empresário Alan Rener, conhecido popularmente como o Alan da Top Gás.
Outro candidato de oposição à família Campos em Várzea Grande é o deputado estadual Pery Taborelli (PSC). Porém, sua candidatura levanta dúvidas no meio jurídico diante das regras exigidas pela lei da Ficha Limpa que impede candidatura dos condenados por improbidade administrativa em órgãos colegiados.
Autor: Kamilla Arruda com Diário de Cuiabá