Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Tecnologia e estratégia auxiliam o combate as queimadas em Mato Grosso




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Nos últimos 10 anos, Mato Grosso registrou um aumento de 82,64% nos focos de calor, entre o mês de janeiro e os primeiros 15 dias de agosto. Neste ano, o Estado segue liderando o ranking nacional de incêndios com 13.846 ocorrências, no mesmo intervalo de tempo. Só no período proibitivo deste ano, já são 5.981 focos.

Alguns fatores climáticos, como o tempo seco, a falta de fiscalização e o desmatamento ajudam a explicar os números elevados. Mas, Mato Grosso é o terceiro maior Estado em área do Brasil, possui um total de 906.807 quilômetros quadrados, três ecossistemas (Amazônia, Cerrado e Pantanal), além de áreas de transição entre os três domínios, o que lhe confere a condição de espaço estratégico.

Diante disto, é indispensável à utilização de tecnologias para auxiliar o Estado na gestão e preservação ambiental. Uma delas é o uso de dados geográficos aliados à tecnologia, que podem ajudar o combate aos focos de incêndio, seja em áreas remotas, de difícil acesso, até propriedades rurais e reservas ambientais.

O uso de técnicas de geoprocessamento traz vantagens e benefícios, uma vez que engloba uma série de ferramentas de diversas áreas, relacionadas às ciências de cartografia, meio ambiente, planejamento urbano e instrumentos computacionais que, unidas, possibilitam a busca de soluções para os problemas dos mais diferentes campos de atuação ou de trabalho.

Nos últimos anos, a utilização dessas técnicas ou ferramentas vem suprindo de maneira significativa as deficiências dos órgãos públicos responsáveis pela preservação e combate aos crimes ambientais.

Por meio da plataforma ArcGIS, da Esri, líder global em Sistemas de Inteligência Geográfica (GIS em inglês), é possível monitorar a regularização ambiental e distribuição de pontos de queimadas em todo o território mato-grossense, por exemplo.

“É um tipo de tecnologia com mais de 30 anos e que permite detectar onde existem as condições propícias (para as queimadas), onde os focos estão ocorrendo ou onde se deve atuar”, informou Augusto Carvalho, especialista da Imagem para o setor Elétrico. Localizada em São José dos Campos (SP), a Imagem é uma empresa líder no segmento.

Vale lembrar que ação do homem continua sendo o grande responsável pela degradação do meio ambiente, devido ações indiscriminadas, como a retirada de vegetação nativa, poluição dos mananciais hídricos, construção de loteamentos em áreas de preservação permanente (APP) e as próprias queimadas.

Tudo isso apesar de o Brasil possuir leis ambientais que preveem punições para crimes praticados contra a fauna e flora, alguns fatores têm contribuído para torná-la pouco ágil, dentre esses, a deficiência no monitoramento e na fiscalização das áreas de preservação ocasionadas pela falta de recursos humanos e materiais. A reportagem do Diário procurou a Secretaria de Meio Ambiente para falar sobre o assunto, mas não obteve um retorno. 


Autor: Redação AMZ Noticias


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