Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

Central de Segurança Pública atende 4.500 chamadas de emergência por dia




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O atendimento ágil às chamadas de emergência é fator decisivo para o sucesso da atuação das forças de Segurança Pública. Em situações de crise, como um assalto com reféns ou um incêndio, poucos minutos podem fazer a diferença.

Na região metropolitana, o primeiro atendimento aos números de emergência da Polícia Militar (190), Polícia Judiciária Civil (197), Bombeiros (193) e Semob (118) é feito pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

A equipe de atendentes, composta por 12 funcionários de uma empresa terceirizada, recebe e dá encaminhamento a cerca de 4500 chamadas diárias.

“O trabalho que realizamos aqui é de intermediador. Somos a ponte entre a população e as forças ligadas à segurança”, definiu o coordenador do Ciosp, coronel BM Marcos Hübner.

Criado por decreto em novembro de 2002, o centro de recebimento de ocorrência inaugurou oficialmente suas atividades em agosto de 2004. No período, realizou 15 milhões de atendimentos.

A central é subordinada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e tem articulação direta com os serviços da PM, PJC, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Corpo de Bombeiros, além da Semob de Cuiabá e a Guarda Municipal de Várzea Grande.

ATENDIMENTO

Os servidores que atuam na central de chamadas passam por triagem e capacitação antes de assumirem as atividades.

“A empresa faz a indicação dos perfis e uma equipe de profissionais da Segurança realiza a capacitação para que o atendimento siga o padrão. Além disso, todas as atividades executadas por eles são monitoradas 24 horas por profissionais efetivos da Segurança Pública”, disse o coronel.

O coordenador diz que o cuidado na seleção dos atendentes também tem relação com o sigilo das informações que são recebidas.

“Entendemos que o serviço realizado aqui envolve muitas informações importantes que, se divulgadas, causariam transtornos. Além da capacitação, realizamos uma busca junto a equipe de inteligência da Sesp para confirmação dos dados pessoais e informações que garantam a idoneidade dos candidatos”, explicou Hübner.

Os atendentes precisam ser capazes de identificar sinais de chamadas falsas, os chamados trotes. Até o primeiro semestre deste ano foram recebidas 800 mil chamadas pelo canal de emergência, dessas, 55% foram identificadas como chamadas falsas.

“Das 450 ligações que recebemos por dia, 247 são trotes. Os atendentes fazem a primeira triagem, por meio de uma sequência de perguntas, para identificar ligações falsas”, disse o coronel.

Após a primeira triagem no atendimento, a demanda segue para conferência junto aos “Chefes de Operação” (efetivos das unidades integradas que trabalham em plantões de 12horas).  Eles são os responsáveis pela confirmação da ocorrência e por avaliar e demandar o socorro necessário ao local.

“A principal função do chefe de operações é confirmar o chamado e apurar informações que auxiliem no planejamento de atendimento à solicitação. É o profissional que irá apontar qual o atendimento necessário no local e quanto de efetivo deverá ser deslocado”, esclareceu o coordenador.

Passada as duas etapas, entram em cena os “Despachadores”, responsáveis por monitorar a ocorrência até a finalização do atendimento. Eles são os responsáveis por detalhar qual o trabalho executado no local e os encaminhamentos que foram adotados para cada situação.


Autor: AMZ Noticias com Dayanni Ida


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