O relatório final do inquérito policial da Operação Castelo de Areia – que prendeu cinco pessoas no final de agosto – apontou que o irmão e o pai do ex-vereador cassado João Emanuel, o advogado Lázaro Roberto Moreira Lima e o juiz aposentado Irênio Lima Fernandes, respectivamente, sabiam do esquema desde o começo e inclusive teriam recebido dinheiro diretamente das vítimas.
A investigação apura crimes de estelionato supostamente praticados pela empresa Soy Group em todo o Estado. O prejuízo ultrapassa R$ 50 milhões.
Irênio Lima Fernandes e Lázaro Moreira já são alvos de medidas cautelares, que não foram divulgadas na conclusão do relatório. De acordo com a polícia, o cabeça da organização criminosa seria o ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, João Emanuel, que foi preso na operação.
Foram presos também pela suspeita de participação no esquema: Shirlei Aparecida Matsuoka, sócia majoritária da empresa; Walter Dias Magalhães Júnior (marido de Shirlei), presidente do Grupo Soy; Evandro Goulart, diretor financeiro do grupo; e o empresário Marcelo de Melo Costa, suposto "lobista" do esquema.
O inquérito policial foi concluído no dia 1° de setembro pela Delegacia Regional de Cuiabá, em parceria com a Delegacia de Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). O relatório afirma que a empresa Soy foi criada no começo de 2015 por João Emanuel. Ele teria chamado o pai e o irmão para participarem do esquema.
Durante a operação, o advogado Lázaro Moreira Lima foi alvo de mandado de condução coercitiva.
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Autor: Redação AMZ Noticias