No dia 29 de setembro completam dez anos do acidente que comoveu o Brasil, envolvendo um avião da Gol Linhas Aéreas e o jato Legacy, que deixou 154 mortos em Mato Grosso.
As duas aeronaves colidiram no ar, enquanto sobrevoavam a Serra do Cachimbo, no norte do Estado. Todos os passageiros do Boeing 737-800 da Gol morreram. Em abril de 2014, os pilotos do Legacy, Joseph Lepore e Jean Paul Paladino foram condenados a três anos e um mês de prisão pelo acidente. Ambos vivem nos Estados Unidos.
Em agosto de 2015, o ministro Gilmar Mendes, ainda no Supremo Tribunal Federal (STF), manteve acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) negando aos pilotos norte-americanos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore o direito de converter pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos. Eles foram condenados a três anos e um mês de detenção, em regime aberto, pela prática de crime culposo.
Na época, as investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontaram que o acidente foi causado por conta dos erros cometidos tanto pelos pilotos do Legacy, que voaram com o transponder desligado durante aproximadamente uma hora e deixaram de prestar atenção nos equipamentos do jato, como TCAS (Sistema Anticolisão de Tráfego), como também pelos controladores de tráfego aéreo, que deixaram as aeronaves em rota de colisão (ambas estavam a 37 mil pés).
O acidente que vitimou todos os 154 passageiros do voo 1907 da Gol, aconteceu no dia 29 de setembro de 2006. Na ocasião, o avião Boeing 737-800, da companhia Gol Transportes Aéreos S/A, colidiu em voo, sob o céu do Estado de Mato Grosso, com o jato Embraer Legacy 600, prefixo N600XL.
As duas aeronaves mantinham a mesma altitude (37.000 pés), e voavam em sentidos opostos, em pleno espaço aéreo controlado pelo ACC-BS (Centro de Controle de Área de Brasília), sediado no Cindacta-I (Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo).
Após a colisão, o Boeing se despedaçou no ar e caiu em uma região de árvores densas. As gravações das caixas pretas mostram que o piloto e o co-piloto da aeronave conversavam sobre viagens e viam um álbum de fotos quando foram atingidos pelo Legacy. Os dois se assustaram e tentaram manter a aeronave no ar, sem sucesso.
Já o Legacy, apesar de sofrer danos graves a sua asa e estabilizador horizontal esquerdo, pousou em segurança com seus sete ocupantes não lesionados, na base Aérea do Cachimbo. Várias famílias ainda lutam na justiça por indenizações. Em junho deste ano, a união foi condenada a arcar com indenização de R$ 20 mil, além de restituir mais de R$ 8 mil, a duas familiares de uma vítima do acidente aéreo.
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Autor: Redação AMZ Noticias