Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Juiz pede para líder do Novo Cangaço permanecer em prisão fora de Mato Grosso




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O juiz Geraldo Fidélis, da Segunda Vara Criminal da Capital, requer que o preso Lindomar Alves de Almeida, Nenezão, permaneça recluso no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, onde encontra-se há dois anos. Lindomar é conhecido como um dos maiores assaltantes a bancos, na modalidade conhecida como Novo Cangaço.

Apontado por envolvimento em mais de 20 roubos a bancos no estado de Mato Grosso, o criminoso foi preso no dia 14 de novembro de 2012, em um quarto de hotel, no município de Feira de Santana, na Bahia, em ação conjunta da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) com a Polícia Civil baiana, na operação denominada “Lampião”. Ele era procurado pela Polícia Federal por roubos a bancos nos estados do Pará, Bahia, Ceará, Sergipe, Goiás, Tocantins e Mato Grosso.

Antes de ser detido na Bahia, Lindomar havia fugido da Penitenciária Central do Estado (PCE) em 2004, sendo capturado em 2012 e mantido em uma penitenciária da Bahia, antes de ser trazido novamente para o Mato Groso, onde tramitavam os inquéritos.

Considerado de alta periculosidade, agressivo e engenhoso, o preso foi levado para o Paraná em 2014. Sua transferência de Cuiabá era uma preocupação para GCCO diante do histórico criminal do assaltante, que mesmo preso continuava articulando e planejando fugas das unidades.

Completados dois anos de sua prisão no Paraná, a estadia do preso deve ser renovada, o que é feito a cada ano. Por isso, neste mês o juiz comunicou a defesa do preso sobre a permanência do mesmo na unidade do sul do país.

Dê-se vista dos autos à defesa do recuperando para que, no prazo de cinco dias, se manifeste acerca da manutenção do penitente no sistema penitenciário federal, diz trecho do despacho do magistrado que foi publico no Diário de Justiça Eletrônico (DJE).

O advogado de Lindomar, Neyman Augusto Monteiro, informou que irá requerer a transferência do seu cliente para a PCE, novamente. “Ainda não peguei os autos, mas vou fazer algumas ponderações e requerer que ele seja transferido para Mato Grosso”, declarou.

Carreira no crime

O criminoso, também conhecido pelos nomes de Bruno da Silva Malta e Sival Alves da Silva, vinha, há mais de 10 anos, articulando e executando roubos a banco em Mato Grosso. Ele fazia uso de vários nomes fictícios, possuía diversas identidades falsas, o que dificultava sua localização e prisão. Sua quadrilha contava com vários integrantes, oriundos a maioria do nordeste brasileiro, que agia em roubos a bancos e carro-forte nos estados da Bahia, Ceará Pará, Pernambuco, Mato Grosso e outros estados da federação.

O assaltante foi apontado como o principal financiador da explosão do muro da PCE em 20 de agosto de 2012, que culminou na fuga de 35 detentos, entre eles, o perigoso ladrão de banco, Silvio Cesar de Araujo, conhecido por Cabelo de Bruxa, que estava preso desde a operação na Lacraia, deflagrada pelo GCCO em março de 2011. O plano teria custado cerca de R$ 500 mil.


Autor: Jessica Bachega com Hiper Notícias


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