Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Comitê do Fogo decreta fim da proibição das queimadas em Mato Grosso




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O período proibitivo para as queimadas em Mato Grosso terminou nesta quarta-feira (05.10). A decisão atende deliberação das instituições que compõem o Comitê do Fogo, após análise favorável das condições climáticas, que incluem aumento na incidência de chuvas, na umidade relatividade do ar e redução nas ocorrências de focos de calor.

Mesmo com o fim da restrição, o secretário executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), André Baby, explica que o monitoramento às áreas mais sensíveis para surgimento de incêndios florestais continuará até o dia 17 de outubro, com homens em campo, veículos e aeronaves à disposição. Neste momento, estas áreas são as regiões Médio-Norte e Araguaia, onde as chuvas ainda não se firmaram. “Estaremos em estado de alerta para qualquer eventualidade neste período”.

A reunião foi realizada no final da tarde de terça-feira (04.10), no gabinete da Sema, com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Corpo de Bombeiros, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Polícia Judiciária Civil (PJC) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

Um balanço operacional e financeiro das 523 ocorrências atendidas durante o período proibitivo pelo BEA será apresentado pelo Comitê do Fogo no dia 17 deste mês (horário e local ainda serão definidos), com informações que subsidiarão a campanha para o próximo ano. A proposta é o fortalecimento da parceria entre as instituições para ganhar mais capilaridade nos municípios. A proibição teve início no dia 15 de julho, por meio do Decreto 638, e terminaria no dia 15 de setembro, mas foi prorrogada pelo Decreto 697 até o dia 4 de outubro, devido às questões climáticas.

Balanço dos focos de calor

De 1º de janeiro a 4 de outubro, foram registrados 25,6 mil focos de calor em Mato Grosso, valor 9,6% maior que o mesmo período do ano passado, que totalizou 23,4 mil focos. Esse total coloca o Estado em primeiro lugar no ranking entre os nove estados da Amazônia Legal, seguido pelo Pará, que registrou 13 mil focos, Tocantins, com 12 mil, e Rondônia e Amazônia, respectivamente, com 9,5 mil e 9,2 mil focos.

Os 10 municípios que estão no topo do ranking de queimadas durante este ano são: Colniza (1.885), Gaúcha do Norte (1.249), São Félix do Araguaia (870), Nova Nazaré (664), Nova Maringá (650), Paranatinga (645), Ribeirão Cascalheira (641), Cotriguaçu (589), Campinápolis (575) e Nova Ubiratã (533). Em algumas regiões, a ausência de chuvas por mais de 60 dias intensificou a incidência dos focos de calor, como em Novo Santo Antônio.

O balanço do BEA aponta ainda que 64% dos focos de calor ocorreram em propriedades privadas, 21,3% em terras indígenas, 8% em projetos de assentamento, 4,5% em unidades de conservação (estaduais e federais) e 1,6 na região metropolitana (Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger e Nossa Senhora do Livramento).

Denúncias

Apesar do fim do período proibitivo, a medida só abrange limpeza e manejo de áreas rurais, que devem obter autorização da Sema para realizar o procedimento de queima controlada. Já em áreas urbanas, fazer uso do fogo é crime o ano inteiro. A população pode denunciar pelo 193 do Corpo de Bombeiros ou nas Secretarias Municipais de Meio Ambiente. 


Autor: AMZ Noticias com Rose Domingues


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