Segunda-Feira, 08 de Junho de 2026

Secretário diz que Mato Grosso precisa de R$ 1 bilhão para fechar o ano




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O Governo do Estado precisa de R$ 1 bilhão até dezembro para fechar o ano no azul. O déficit orçamentário foi confirmado pelo secretário de Fazenda, Seneri Paludo, e pelo adjunto do Tesouro Estadual, Carlos Rocha.

Segundo os secretários, o rombo se dá porque a receita tem ficado abaixo das despesas do Estado.

Em agosto, Seneri chegou a anunciar um conjunto de medidas para incrementar a receita e cortar despesas. À época, entretanto, o déficit anunciado era de R$ 600 milhões, que eram referentes ao primeiro semestre.

“Hoje já somos afetados por esse déficit, porque não conseguimos fazer o repasse aos Poderes na ordem de R$ 300 milhões e, neste mês, não conseguimos pagar todos os servidores dentro do mês. E, talvez, no mês que vem vamos pagar todo mundo no dia 10”, disse Carlos Rocha.

“E, à medida em que se aproxima o final do ano, as consequências vão ocorrendo. Hoje já se vê uma tensão forte na saúde, com atraso nos repasses. Esses efeitos vão ser amenizados conforme forem entrando os recursos, como FEX (fundo de compensação aos Estados exportadores) ou recursos extraordinários, para conseguirmos ampliar a receita”, afirmou.

Entre as medidas para incremento da receita estão a implantação do Refis (programa de parcelamento de dívida), cobrança de débitos omissos e a intensificação de ações para combater a sonegação fiscal. Outra etapa prevê a economia de R$ 200 milhões com corte de gastos da máquina pública.

Além do FEX, na ordem de R$ 400 milhões, há a expectativa por uma resposta ao pedido de ajuda emergencial ao Governo Federal para 19 Estados, em que Mato Grosso deverá ficar com quase R$ 500 milhões.

 “Se até o final do ano não surgirem recursos novos, vamos estar em situação similar aos Estados que estão atrasando salário. Se não tivermos recursos para fazer frente a esse R$ 1 bilhão, certamente a folha do Estado vai ser paga de forma retardada”, disse o adjunto.

“Essa crise vai criar um caos financeiro se não buscarmos os recursos financeiros para corrigir isso. O Governo tem tomado várias medidas para não chegar nessa situação”, afirmou. 

Seneri Paludo disse que caso não tenha recursos para cobrir o déficit, o Governo irá definir prioridades. “O que se faz no final do dia é cortar despesas, não tem outra opção. É isso que temos feito: diminuindo o número de viagens, o número de diárias, cortando horário de expediente para nos enquadrarmos nesse valor”, disse.

“Uma das ações que fizemos com relação ao duodécimo dos Poderes foi parcelar o pagamento de R$ 292 milhões. Serão pagos 50% este ano e 50% no outro ano. É um reescalonamento. Precisaríamos de R$ 1 bilhão, mas se não tiver, vamos fazendo esses reescalonamentos” completou.


Autor: Douglas Trielli com Midia News


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