Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Crise faz planos de saúde perderem milhares de clientes em Mato Grosso




COMPARTILHE

Em 10 meses, 12.829 pessoas deixaram de ter um plano de saúde, em Mato Grosso. De acordo com balanço de setembro divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Estado tem 530.506 beneficiários de convênios de assistência médica, o que representa uma redução de 2,38% se comparado a dezembro de 2015, quando eram 543.335 mil.

Em Cuiabá, a queda foi um pouco maior: 3,72%. O número de beneficiários reduziu de 227.322 para 218.868, no mesmo período. Os dados da ANS mostram ainda que em agosto passado, eram 532.234 beneficiários, em todo o Estado.

Dos atuais 530,5 mil beneficiários, 77,5 mil optaram por planos individuais ou familiares, enquanto mais de 451,9 mil estão contemplados em planos coletivos. Mato Grosso conta com uma população de 3,3 milhões habitantes, o que significa dizer apenas 17% possuem um plano de saúde, ou seja, a maioria dos mato-grossenses depende do Sistema Único de Saúde (SUS).

No país, em setembro deste ano, o setor contabilizava 48,3 milhões de beneficiários em planos de assistência médica (sendo 32 milhões na modalidade coletivo empresarial; 9,4 milhões na modalidade individual/familiar; e 6,5 milhões na modalidade coletivos por adesão) e cerca de 22,2 milhões de beneficiários em planos exclusivamente odontológicos.

Diante da taxa alta de desemprego e da queda na renda, a estimativa da Associação Brasileira de Medicina em Grupo (Abramge) é fechar o ano com 48,2 milhões de beneficiários. Porém, com a perspectiva de melhora na economia no próximo ano, a expectativa é de que o setor comece a registrar uma curva ascendente no segundo semestre de 2017.

De acordo com a entidade, que representa 30% do mercado, as empresas de planos privados têm cerca de 80% dos seus clientes em planos coletivos oferecidos pelos empregadores, o que mostra como a crise e a recessão afetam diretamente o setor. No primeiro semestre deste ano, o faturamento dos planos privados foi de RS 77,4 bilhões e em 2015, de RS 143,3 bilhões.

No dia 06 de junho passado, a ANS autorizou reajuste de até 13,57% nos planos de saúde individuais e familiares para o período de 1º de maio de 2016 a 30 de abril de 2017. Contudo, o setor pedia a aplicação da variação de custos médicos, de 17% a 20%. Segundo a Abramge, o índice dado não cobre a alta dos custos médico hospitalares, que foi de 19,3% em 2015.

Para calcular o índice máximo de reajuste anual dos planos, a Agência Nacional leva em consideração a média dos percentuais de reajuste aplicados pelas operadoras aos contratos de planos coletivos com mais de 30 beneficiários.

 


Autor: JoanicedeDeus com DiariodeCuiaba


Comentários
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Noticia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias