O inquérito sobre a morte do padre João Paulo Nolli, de 35 anos, pároco da comunidade São José Esposo, em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá), assassinado em 9 de outubro, foi concluído e a Polícia Civil descartou a participação de mais uma pessoa na cena do crime. Os três menores envolvidos no assassinato continuam detidos em Cuiabá.
Segundo o delegado Gustavo Belão, titular da Delegacia de Roubos e Furtos, todo o processo, que continua em segredo de justiça, foi concluído na última semana de outubro e encaminhado à juíza Maria das Graças Gomes da Costa, da 6º Vara da Infância e Juventude da cidade. “Os laudos já foram entregues à Justiça, e tudo concluído. Como o processo continua sob segredo não posso dar detalhes, mas concluímos que não houve a participação de uma terceira pessoa”.
Conforme as investigações, o padre foi morto por asfixia mediante estrangulamento. Na época, Belão afirmou que João Paulo não conhecia os três adolescentes acusados pelo crime. Segundo o delegado, o padre visualizou os menores, sendo dois de 17 anos e um de 16, na avenida Presidente Médice, e resolveu, gentilmente, dar carona aos três até o local de suas residência, no bairro Parque Universitário.
João Paulo estava desaparecido desde sábado (8) e teve o corpo encontrado em um terreno no bairro residencial Rosa Bororo. O carro dele, um HB20, foi encontrado abandonado na noite de domingo, no bairro Jardim Europa. O veículo estava intacto. A carteira e o celular foram encontrados por uma testemunha ainda no domingo.
Caso
O crime causou comoção em Rondonópolis e mobilizou as forças de Segurança Pública para o esclarecimento do caso. Ainda no domingo em que João Paulo foi morto, um adolescente de 14 anos e três homens de 25, 30 e 32 anos foram detidos por receptação do celular do padre, um Iphone branco. Os quatro são usuários de drogas e estavam tentando vender o celular.
Todo o trabalho de identificação dos suspeitos teve o suporte da secretaria de Segurança Pública (Sesp), por meio da Secretaria Adjunta de Inteligência, Diretoria de Inteligência da PJC, Gerência de Operações Especiais (GOE) e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que enviaram equipes a Rondonópolis para ajudar na elucidação do crime, além da Polícia Militar e Politec.
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Autor: Bárbara Sá com RDNews