Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

Secretário volta atrás e diz apoiar debate sobre o Uber em Cuiabá




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Apesar de ter gravado um vídeo em que afirma que um projeto de Lei prevendo a proibição da atuação da empresa Uber, em Cuiabá, foi encaminhado para análise da Procuradoria-Geral do município, o secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Thiago França, emitiu, anteontem, uma nota em que afirma não ser contra a possível chegada do serviço na capital.

Conforme matéria do Diário intitulada “Opção pelo atraso”, publicada no último dia 04 deste mês, o vídeo circula pelo WhatsApp há pouco mais de uma semana. Nele, França fala de uma reunião que teve com a diretoria do Sindicato dos Taxistas (Sintact) e das medidas adotadas pela administração municipal em relação ao aplicativo.

“Nós já encaminhamos um projeto de lei para a Procuradoria e pedimos o engajamento de todo o segmento para que nos ajude nesse encaminhamento do projeto para a Câmara, para que seja aprovado e o prefeito Mauro Mendes venha a sancionar essa lei proibindo a Uber em Cuiabá”, diz. No mesmo vídeo, França afirma que é seu compromisso e de Mendes a sanção da lei até o fim do mandato do atual prefeito.

Porém, nesta semana, França emitiu uma nota alegando falta de compreensão por parte da imprensa e da população. “Infelizmente, parte da imprensa e da sociedade não compreenderam a nossa mensagem. Em nenhum momento afirmamos que somos contrários ao Uber ou qualquer ferramenta tecnológica que venha contribuir na melhoria da prestação de serviços para a comunidade”.

O secretário ameniza ainda dizendo “que ao longo desses dois anos à frente da Semob, diversos foram os investimentos e os avançamos tecnológicos que promovemos; não só por sermos uma equipe jovem, mas por acreditarmos piamente, que não há como se falar em mobilidade sem tecnologia. Podemos citar aqui como exemplos: talonários eletrônicos, painel de mobilidade, centro de controle de mobilidade, GPS nos ônibus, aplicativo para usuários do transporte coletivo, informatização de vários serviços prestados, dentre outros”.

“Sempre afirmamos que o UBER é uma tendência mundial e nacional, e será, sem dúvida alguma, a pauta que irá inaugurar a próxima gestão do prefeito de Cuiabá. Sempre pontuamos também que: uma coisa é a discussão em torno da qualidade do serviço de táxi; e esta, sem dúvida alguma, precisa ser aperfeiçoada. Na nossa gestão, qualificamos todos os taxistas da nossa capital, mas este trabalho precisa ser dado sequência pelos próximos gestores”.

Agora, pontuou França, outra coisa é o transporte remunerado com veículo individual de pessoas; que precisa ser amplamente dialogado com a sociedade e com o segmento, de maneira transparente, com regras e ordenamento claros e objetivos. O serviço de táxi é um serviço público, que precede de licitação e que possui regras municipais e nacionais.

“Em nenhum momento nos posicionamos ser contra ou a favor, até porque esta é uma temática nova no cenário brasileiro e que muito em breve, deverá ter um regramento pelo Congresso Nacional. O que sempre fomos favoráveis é quanto a uma ampla discussão em torno do tema”, diz. “O que, definitivamente não dá, é para o Poder Público ficar refém ou à mercê desta pauta que envolve a vida de milhares de pessoas. Que os próximos gestores saibam conduzir este processo que ainda está nascendo em nossa Capital”, acrescentou.

Procurado pela reportagem do Diário, o vice-presidente do Sintact, Adailton Leite Bispo, se disse surpreso com a posição do secretário. “É uma surpresa desagradável, uma incoerência. Vamos conversar com a categoria e decidir que providencias poderemos tomar”, comentou. “O secretário não só se comprometeu em criar a lei proibindo o transporte individual, que vai prejudicar taxistas com até 40 anos de serviço, mas em ir até a Câmara”, acrescentou.


Autor: JoanicedeDeus com DiariodeCuiaba


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