Um relatório elaborado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) apontou o “livre acesso” de empreiteiros que realizavam obras de reforma e construção de escolas estaduais, ao ex-secretário de Educação (Seduc), Permínio Pinto, preso no dia 20 de julho deste ano, durante a 2ª fase da Operação Rêmora.
O relatório foi elaborado após o Gaeco ter acesso a troca de mensagens de Whatsapp, trocadas entre os investigados na ação penal derivada da operação.
Na ação, Permínio é acusado de ser o chefe de uma suposta organização criminosa que teria fraudado, no ano passado, pelo menos 10 licitações da Seduc, cujas obras estavam orçadas em R$ 17 milhões, mediante pagamento de propina em troca da divisão de licitações entre empresários que integravam o cartel.
Em uma das conversas analisadas pelo Gaeco, o ex-servidor da Seduc, Fábio Frigeri – acusado de coordenar o suposto esquema no âmbito da secretaria – conversa com Permínio sobre valores que um empresário de nome “Eder” teria a receber.
O nome citado na conversa, possivelmente é do empreiteiro Eder Alberto Francisco Meciano, da Geotop Construções e Terraplanagem Ltda. - que também é réu na ação penal.
“Vi uma chamada do Éder, sabe o que ele quer?”, questionou Permínio, em mensagem enviada a Frigeri, no dia 29 de dezembro do ano passado.
“Deve ser pagamentos. Ainda tem vários pendentes. Amanda e Gilberto conseguiram algo na Sefaz [Secretaria de Fazenda] para pagá-los”, respondeu o ex-servidor, conforme relatório do Gaeco, elaborado após a apreensão do aparelho celular de Frigeri.
No relatório, o Gaeco lançou suspeitas sobre as conversas mantidas entre os suspeitos. “Em mensagens trocadas entre Fábio Frigeri e a pessoa identificada “Permínio Pinto”, verifica-se, mais uma vez, o livre acesso dos empreiteiros ao secretário, que, por sua vez, determinava que Fábio Figeri tomasse medidas necessárias para cumprí-las!”, afirmou o Gaeco.
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Autor: Airton Marques com Midia News