Nos últimos 6 anos, 6 ex-governadores de Estado tiveram a prisão decretada pela Justiça. O primeiro a abrir a fila foi José Roberto Arruda, preso em fevereiro de 2010 a mando da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após obstruir investigações da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.
No mesmo ano, também foi preso no exercício do cargo o governador do Amapá Pedro Dias (PP), acusado de agir em conluio com servidores públicos para desviar dinheiro dos cofres públicos por meio de convênios firmados com a União.
Em 2015, foi a vez de Mato Grosso ganhar destaque nacional com a prisão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), acusado de chefiar um esquema de cobrança de propina para concessão de incentivos fiscais a empresas privadas.
Em 2016 o ex-governador do Tocantins, Sandoval Cardoso (SD) foi preso com outras 14 pessoas na operação Ápia que apura esquema de fraude em licitações no estado.
Agora, a bola da vez é o Rio de Janeiro onde foram presos em menos de uma semana os ex-governadores Anthony Garotinho (PR) por crime eleitoral, e Sérgio Cabral (PMDB) por suspeita de desvio R$ 225 milhões dos cofres públicos.
Em comum, todos carregam a imagem de ex-chefes de Estado que se confundiram com chefes de quadrilha.
As prisões preventivas esboçam a realidade de um outro Brasil que passa a ser construído principalmente com o advento da colaboração premiada nos processos criminais.
Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital