O Natal sempre chega. Chega desde a época dos celtas, antes de Cristo, que comemoravam o Solstício de inverno em 25/12 e as festas se estendiam até 06/01. Em Roma, o Solstício de inverno era chamado de Saturnália, que quer dizer Férias de Inverno.
Existem relatos que em 274, o Imperador Aureliano, proclamou o dia 25/12 como Dies Natalis Invicti Solis, que traduzindo fica O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável. Já em 350. O Papa Julio I, decretou que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado em 25/12.
Posteriormente, o Papa Gregório XIII, através da Bula papal, assinada em 24/02/1.582, apresentou um novo calendário, e o Solstício de inverno passou a ser comemorado entre o dia 21 e o dia 23/12. Mas a data do nascimento de Cristo continuou sendo comemorado em 25/12. O primeiro Natal, como conhecemos hoje foi celebrado no ano de 336 D.C.E o ato de presentear simboliza as ofertas feitas pelos 3 Reis Magos ao menino Jesus.
Enfim, o Natal sempre chega. E como chegou o Natal em 2016? Chegou, depois de uma ano muito difícil para o comércio. Envolto de um tumultuado cenário político e um assustador cenário econômico, marcado por uma inflação alta, a aperto nas taxas de juros, demissões em massa, aumento da inadimplência, fechamentos de empresas, quedas nas vendas e dúvidas sobre a liberação do 13º para grande parte dos consumidores.
Conforme dados baseados em indicadores nacionais, o Natal deste ano deve ser o pior dos últimos 20 anos. De acordo com as estimativas da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), a previsão é que as vendas caiam 16% comparado com o mesmo período do ano passado. Não se assuste, até dois meses atrás a estimativa era pior e estava na casa dos 24%.
Mas, o mercado reagiu em função do novo cenário político e econômico como a aprovação de cortes dos gastos e a redução das taxas de juros. Mas, mesmo assim será difícil o Natal dar conta de salvar a perda de todo o ano, pode até ter aumento nas vendas, mas nada que se compare a outros anos. Apesar das incertezas e perspectiva de retração sobre as vendas, a movimentação do comércio com a aproximação do fim do ano já tem animado comerciantes.
A verdade é que depois de um ano muito difícil para o comércio, a economia começa a dar sinais de recuperação e o aumento no movimento nas lojas traz otimismo e a energia positiva que tanto fazia falta. E do outro lado temos o consumidor que ainda está preocupado com a crise, mas ao mesmo tempo mostra-se um pouco mais confiante no futuro e sensível aos apelos emocionais da data.
Prepare-se, por que em comparação com os meses anteriores, dezembro deve ser espetacular! Feliz Natal!
*Luiz Vicente Dorileo da Silva – “SHIPU” é palestrante e consultor formado em administração com MBA Executivo Internacional e Especialista em Marketing.
Autor: Luiz Vicente Dorileo da Silva